"Percebi que havíamos criado vínculos eternos", diz Gleen Greenwald sobre Snowden
Greenwald está prestes a realizar uma viagem para divulgar seu livro "Nenhum lugar para se esconder".
Atualizado em 13/05/2014 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian , o jornalista Gleen Greenwald, que revelou o esquema de espionagem da NSA, disse que tem uma dívida com o ex-analista de inteligência Edward Snowden. "Eu tenho consciência de que ele é a pessoa que fez o maior sacrifício, então eu tento pensar todo dia em como eu posso alcançar o que ele tanto desejava, eu reconheço que tenho uma dívida com ele", declarou.
Crédito:Agência Brasil Jornalista diz que se preocupa com destino de Edward Snowden
Greenwald está prestes a realizar uma viagem para divulgar seu livro "No Place to Hide" ("Nenhum lugar para se esconder", na tradução literal para português). O trabalho deverá passar pelos Estados Unidos, França, Holanda, Alemanha, Itália e Espanha. Apenas o Reino Unido foi retirado da lista de nações propositalmente.
Um dos motivos seria a detenção de seu parceiro David Miranda, sob a lei de terrorismo, no aeroporto de Heathrow, em Londres, em agosto de 2013. "Foi a primeira vez que eu me senti vulnerável, que eu senti que não tinha controle, eles haviam levado a pessoa que eu mais amo na vida e poderiam muito bem tê-lo prendido", disse.
"Quando Snowden ouviu que Miranda havia sido detido, ele tão ficou tão furioso e preocupado que aquilo me chocou. Sua própria situação é incerta, ele pode enfrentar 30 ou 40 anos de prisão se voltar para os Estados Unidos, e ainda assim me apoiou. Foi ali que percebi que havíamos criado vínculos eternos, porque lutávamos pela mesma causa", acrescentou o jornalista.
Crédito:Agência Brasil Jornalista diz que se preocupa com destino de Edward Snowden
Greenwald está prestes a realizar uma viagem para divulgar seu livro "No Place to Hide" ("Nenhum lugar para se esconder", na tradução literal para português). O trabalho deverá passar pelos Estados Unidos, França, Holanda, Alemanha, Itália e Espanha. Apenas o Reino Unido foi retirado da lista de nações propositalmente.
Um dos motivos seria a detenção de seu parceiro David Miranda, sob a lei de terrorismo, no aeroporto de Heathrow, em Londres, em agosto de 2013. "Foi a primeira vez que eu me senti vulnerável, que eu senti que não tinha controle, eles haviam levado a pessoa que eu mais amo na vida e poderiam muito bem tê-lo prendido", disse.
"Quando Snowden ouviu que Miranda havia sido detido, ele tão ficou tão furioso e preocupado que aquilo me chocou. Sua própria situação é incerta, ele pode enfrentar 30 ou 40 anos de prisão se voltar para os Estados Unidos, e ainda assim me apoiou. Foi ali que percebi que havíamos criado vínculos eternos, porque lutávamos pela mesma causa", acrescentou o jornalista.





