"Pela 1ª vez, a classe dirigente corruptora está na cadeia", diz Sebastião Salgado
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o fotógrafo Sebastião Salgado comentou sobre a sua jornada por cafezais de dez países que retratou em imagens que agora compõem seu novo livro "Perfume de Sonho", que ele lança pela editora Paisagem.
Atualizado em 05/10/2015 às 11:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
S.Paulo , o fotógrafo comentou sobre a sua jornada por cafezais de dez países que retratou em imagens que agora compõem seu novo livro "Perfume de Sonho", que ele lança pela editora Paisagem. Crédito:Divulgação Fotógrafo enalteceu aprendizados na política nacional
A convite da empresa italiana illycaffè, o fotógrafo se dedicou a registrar plantações e trabalhadores voltados para o mundo em torno do grão em países como Etiópia, China e Colômbia. A produção integra um projeto ambiental da marca.
"Vivemos num mundo em que as empresas são a base da sociedade, tudo o que consumimos vêm delas, então tem que haver respeito. Existe uma tendência de vilipendiar, mas nós mesmos somos as empresas", disse ao comentar sobre a parceria. Salgado também recordou de questões sociais e tragédias que presenciou. Em um resgate de seus arquivos de 1991 imagens expõem trabalhadores que lutaram para apagar o fogo dos poços de petróleo queimados após ordem de Saddam Hussein, no Kuwait. A recuperação do trabalho integrará um novo livro, que será publicado em junho do próximo ano pela editora alemã Taschen.
"Fotografei empresas americanas e canadenses que estavam lutando contra o fogo, mas o livro é uma história humana. Os verdadeiros heróis da Guerra do Golfo foram as pessoas que apagaram o fogo dos poços de petróleo. O que se conhece desse material são sete ou oito fotos", explica. O lançamento ocorre nos 25 anos da primeira publicação das fotografias pelo The New York Times .
Outro ponto comentado pelo profissional foi a crise dos refugiados, questão abordada em "Êxodos" (2000). Para ele, este é um problema grave há dezenas de anos."É um drama sério. Hoje fala-se muito sobre a questão porque está chegando na porta dos países que detêm grande concentração financeira do mundo, que são o 'berço' da nossa sofisticada civilização."
Em sua passagem pelo Brasil, avalia o cenário político e econômico com expectativa. Ele acredita que o país passa por uma fase temporária de contestação. "Pela primeira vez, a classe dirigente corruptora está na cadeia, isso é uma conquista colossal. Não estou falando de partidos, estou falando de um momento fabuloso na história do país. Você não consegue passar de uma etapa a outra sem viver intensamente a sua história. A partir daqui vamos chegar a uma série de aprendizados", pontua.
A convite da empresa italiana illycaffè, o fotógrafo se dedicou a registrar plantações e trabalhadores voltados para o mundo em torno do grão em países como Etiópia, China e Colômbia. A produção integra um projeto ambiental da marca.
"Vivemos num mundo em que as empresas são a base da sociedade, tudo o que consumimos vêm delas, então tem que haver respeito. Existe uma tendência de vilipendiar, mas nós mesmos somos as empresas", disse ao comentar sobre a parceria. Salgado também recordou de questões sociais e tragédias que presenciou. Em um resgate de seus arquivos de 1991 imagens expõem trabalhadores que lutaram para apagar o fogo dos poços de petróleo queimados após ordem de Saddam Hussein, no Kuwait. A recuperação do trabalho integrará um novo livro, que será publicado em junho do próximo ano pela editora alemã Taschen.
"Fotografei empresas americanas e canadenses que estavam lutando contra o fogo, mas o livro é uma história humana. Os verdadeiros heróis da Guerra do Golfo foram as pessoas que apagaram o fogo dos poços de petróleo. O que se conhece desse material são sete ou oito fotos", explica. O lançamento ocorre nos 25 anos da primeira publicação das fotografias pelo The New York Times .
Outro ponto comentado pelo profissional foi a crise dos refugiados, questão abordada em "Êxodos" (2000). Para ele, este é um problema grave há dezenas de anos."É um drama sério. Hoje fala-se muito sobre a questão porque está chegando na porta dos países que detêm grande concentração financeira do mundo, que são o 'berço' da nossa sofisticada civilização."
Em sua passagem pelo Brasil, avalia o cenário político e econômico com expectativa. Ele acredita que o país passa por uma fase temporária de contestação. "Pela primeira vez, a classe dirigente corruptora está na cadeia, isso é uma conquista colossal. Não estou falando de partidos, estou falando de um momento fabuloso na história do país. Você não consegue passar de uma etapa a outra sem viver intensamente a sua história. A partir daqui vamos chegar a uma série de aprendizados", pontua.





