Pedro Andrade fala à IMPRENSA sobre novo programa nos EUA
A partir do dia 28 de outubro, quando os norte-americanos ligarem suas televisões pela manhã no Fusion, novo canal da rede ABC, é um brasileiro que irá recepcioná-los.
Atualizado em 27/09/2013 às 15:09, por
Edson Caldas*.
A atração obedece a um formato norte-americano de programas mais longos, em que uma grande variedade de tópicos é abordada — desde política e economia, passando por entrevistas, até temas mais leves. “Para mim, é uma plataforma incrível para exercitar todas essas facetas jornalísticas do meu trabalho”, explica o jornalista em entrevista à IMPRENSA.
Crédito:Caitlin Mitchell/Vira Comunicação O brasileiro Pedro Andrade é apresentador do "The Morning Show", do canal Fusion
Segundo ele, o matinal, que será exibido diariamente das 7h às 10h, tem como foco os " millennials ", público na faixa etária entre 18 e 35 anos. Pedro destaca, no entanto, que não se trata de um programa juvenil. “Muito pelo contrário, falamos de conteúdo sério, mas queremos trazer notícias de forma acessível para as massas, notícias reais, coerentes e relevantes”, diz.
Logo na estreia, o programa já estará em mais de 50 milhões de casas, de acordo com o apresentador. O novo canal é uma empreitada da ABC, maior emissora do mundo, em conjunto com Univision e Disney. “Eu fico lisonjeado por terem me escolhido, tenho confiança de que é o projeto certo.”
Contudo, Pedro não se deslumbra com a fama. “Não me vejo como o ‘primeiro brasileiro que faz sucesso em rede nacional americana’. Eu me vejo mais como alguém que está correndo atrás, batalhando e vendo, aos poucos, a recompensa por um trabalho muito suado.”
O programa terá ainda um cunho muito multicultural. “Apesar de ser totalmente em inglês, a emissora foca também nas minorias, diz Pedro, que acredita que esse seja um dos motivos pelo qual o chamaram para participar do projeto: ele é um cidadão do mundo. “Posso te garantir que é um programa que eu assistiria com muito gosto.”
"Manhattan Connection"
O apresentador esclareceu que não deixará suas atividades na Globo. Ele viajará duas vezes por mês para Nova York, onde gravará matérias para o “Manhattan”. As participações na bancada passam a acontecer de um estúdio em Miami. “São trabalhos paralelos.”
“É exaustivo para mim, não vou mentir. Terei de acordar todos os dias antes das 4h estar no ar mais de três horas todos os dias, sou correspondente do ‘Good Morning America’, estou lançando um livro pela Editora Rocco [um guia de Nova York], tenho um com milhares de acessos por dia, e isso tudo eu faço sozinho”, admite o apresentador, sobre a rotina puxada.
“Não estou reclamando, mas é uma vida corrida”, desabafa. “Esse ano vai ser um desafio, mas se alguém pode encarar desafios, eu tenho fé e confiança de que esse alguém sou eu.”
Visão da mídia
Para o jornalista, foi-se o tempo em que o Brasil ficava atrás de qualquer outra nação. Pelo contrário, hoje em dia, tanto ele tanto outros mercados emergentes são impossíveis de serem ignorados, segundo Pedro. “Só que a diferença entre o Brasil e os outros mercados emergentes é o fato de que todo mundo tem esse encanto pelo Brasil, e merecido.”
“É um país de boa música, cultura, comida, boas pessoas, um povo alegre. Isso atrai o mundo. Antigamente, as pessoas podiam se dar ao luxo de não levar o Brasil em consideração. Hoje em dia, não existe mais essa possibilidade. Não é mais só o país do futebol e das modelos. É um país levado a sério”, avalia. “O Brasil tem uma presença relevante e positiva na mídia americana e, o que eu puder contribuir para isso, vou fazer com o maior orgulho.”
*Com supervisão de Camilla Demario





