Pautas sobre mulheres empreendedoras e coleta seletiva concorrem ao Prêmio Sebrae

A falta de coleta seletiva em Maceió (AL) tem sido prejudicial por inúmeros motivos, contribuindo não apenas para a poluição da cidade, o que já seria ruim por si só.

Atualizado em 11/08/2014 às 15:08, por Danúbia Paraizo.

Enquanto levantava informações para uma matéria que mostrasse o mapa da reciclagem na capital alagoana, a repórter percebeu que a pauta seria inviável, já que não existia um sistema de coleta seletiva organizado na cidade. Tanto é que a empresa Clodax Reciclagem, que acabava de chegar a Maceió para fornecer embalagens de plástico PET recicladas teria que importar matéria prima de outros estados.

A descoberta motivou Acássia a produzir uma em abril de 2013 sobre o assunto, conquistando a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo. A matéria agora concorre a etapa nacional da premiação, que será divulgada nesta terça-feira (12/8).

Crédito:Reprodução Coleta seletiva precária em Maceió motiva indústria a buscar material reciclado em outros estados “Durante minha apuração, conversei com a prefeitura, que estava no início de uma nova gestão. Me informaram que a ideia era progredir nesse sentido, mas visivelmente pouca coisa mudou. A coleta seletiva é um trabalho de médio e longo prazo. Não depende apenas das cooperativas, mas de políticas públicas. A população educada só não basta”, explicou a jornalista.

Em sua reportagem, Acássia explica que para a cadeia da reciclagem se consolidar de forma efetiva em Alagoas, três elos devem ser fortalecidos, a começar com as cooperativas. Hoje, a capital do Estado conta apenas com três grupos de catadores em operação.

Outro elo importante nesta equação é o do Estado e das políticas públicas previstas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Destaque para medidas que incentivam o gestor municipal a reduzir a quantidade de lixo descartado em aterros sanitários e o incentivo à coleta seletiva. Para finalizar o ciclo, está o elo da indústria, que tem o papel de também incentivar e fortalecer a reciclagem.

Mulheres de negócio

A habilidade da mulher em administrar o lar, o emprego e possíveis novos negócios motivaram Gil Bonfim e a equipe da rádio Brasil Central, de Goiás, a produzirem um especial sobre . A reportagem é vencedora da etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo e pode concorrer a final da premiação.

Crédito:Reprodução/ Facebook Acássia Deliê é editora do site TNH1 Segundo Gil, a ideia da pauta veio a partir do anuário das mulheres empreendedoras, uma pesquisa feita pelo Sebrae em 2013. A partir das informações, a equipe de produção levantou em Goiás as principais histórias de mulheres que procuraram o Sebrae para obter apoio para criar seu próprio negócio.

“A gente buscou também as características da mulher empreendedora, como a capacidade de trabalhar ao mesmo tempo com o negócio e gerir a família. Nossa perspectiva estava nessa capacidade de gestão da mulher, que busca se qualificar melhor e está mais atenta às novidades”.

Este é o caso da dona Marta, uma das mulheres retratadas. A microempresária começou fazendo pão de queijo e a partir dessa produção, que foi crescendo, montou uma microindústria para produzir também o queijo, a matéria-prima. “O negócio cresceu tanto que ela criou outros negócios a partir do pão de queijo”, destaca Gil. Todo o processo de produção da reportagem levou pouco mais de um mês, e resultou na matéria publicada no fim de 2013.

Ganhadora da etapa estadual pelo segundo ano consecutivo, a rádio Brasil Central concentra suas expectativas na premiação nacional, nesta terça-feira. Para Gil, o prêmio incentiva a produção de reportagens de qualidade, e de quebra, surte efeito positivo para quem ouve. “O empreendedorismo é um assunto que gera interesse público. A partir do momento que as pessoas tomam conhecimento do tema elas se motivam a ir atrás do próprio negócio”.