Paulo Coelho defende uso da Internet pelo setor editorial em Frankfurt

Paulo Coelho defende uso da Internet pelo setor editorial em Frankfurt

Atualizado em 14/10/2008 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O escritor brasileiro Paulo Coelho defendeu, nesta terça-feira (14), o uso da Internet para livre troca de informações, considerando-a "uma radicalização do processo de democratização das idéias iniciado por Gutenberg". Ele, que é um dos convidados da 60ª edição da Feira do Livro de Frankfurt - que começa nesta quarta-feira (15) -, apontou a rede mundial como uma possibilidade de difusão e um caminho para aumentar o número das pessoas que lêem os textos impressos.

Para exemplificar sua afirmação, Coelho tomou a experiência por que passou, em 1999, quando seus livros enfrentavam problemas de distribuição na Rússia. Após o aparecimento de uma cópia pirata digital de "O Alquimista", as vendas tiveram um aumento expressivo. No evento em que participa, o autor deve comemorar os 100 milhões de exemplares da obra vendidas no mundo, sendo considerado o romance mais traduzido do planeta (67 idiomas). "Pouco a pouco, as pessoas tomam consciência de que podem divulgar o que quiserem na rede, onde todos podem ver, e que são os seus próprios diretores de programa", declarou. "As pessoas trocam sem custos tudo aquilo que é importante para elas e esperam que isto também seja possível com os produtos de comunicação de massa".

Segundo publicado pela agência portuguesa Lusa, ele pediu, ainda, que as editoras não encarem a Internet como uma ameaça. "Elas lamentam a 'desgraça' de outros setores e vêem a Internet como um inimigo. No século XVI, os monges que copiavam os pergaminhos provavelmente tiveram a mesma atitude perante os livros impressos", disse. "Lamentam a 'desgraça' de outros sectores e vêem a Internet como um inimigo. No século XVI, os monges que copiavam os pergaminhos provavelmente tiveram a mesma atitude perante os livros impressos", declarou.

A agência AFP noticiou que, neste ano, os livros "clássicos" na Feira representarão 42% dos títulos expostos, pois o resto se dividirá entre gravações de áudo e vídeo. Os livros eletrônicos serão a estrela do encontro, que divulgará as obras baixadas da Internet para serem lidas em telas portáteis do tamanho de um livro de bolso.

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