Paulo Caruso sentencia: "Humor a favor é propaganda".

Paulo Caruso sentencia: "Humor a favor é propaganda".

Atualizado em 19/03/2005 às 14:03, por Thaís Naldoni - thaisnaldoni@portalimprensa.com.br.

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Um dos principais chargistas da imprensa brasileira, Paulo Caruso, em rápida entrevista ao Portal IMPRENSA, fala sobre o status da charge nos veículos de comunicação e a impossibilidade de se fazer charges sem a crítica bem humorada. Acompanhe.

IMPRENSA - Na opinião, a charge é a possibilidade da ruptura com o jornalismo burocrático?
Caruso -
Não vejo dessa forma, pelo contrário, acho até que a charge funciona justamente como o humor burocrático que a grande imprensa se permite. Confinada, espremida entre os editoriais, raramente extrapola a burocracia da editoria de arte. É uma espécie de leão enjaulado numa cristaleira...

IMPRENSA - É possível fazer humor a favor? Por exemplo, é possível fazer charges que concordem com algum acontecimento?Ou o tom da crítica bem humorada é mais apropriado?

Caruso -
Humor a favor é propaganda. Não há como se posicionar favoravelmente a algo que sempre merece ser criticado, principalmente no panorama político, nacional ou internacional.

IMPRENSA - Você já encontrou alguma pauta dentro da própria redação?

Caruso -
Quase, saí da redação do Estadão na entrada do Pimenta Neves...