Paulo Bernardo critica Época e diz que revista faz "insinuações sem nenhuma comprovação"
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, rebateu a revista Época, que citou o uso de jatos particulares da empreiteira paranaense Sanches Tripoloni pelo político.
Atualizado em 23/08/2011 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo Bernardo, foram utilizados aviões de diversas siglas, as quais ele não se recorda. A nota informa que todos os serviços foram devidamente pagos, segundo a
"Além de totalmente inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como Ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal", explica o ministro na declaração, em que disse também que utilizou os serviços em "fins de semana, feriados e férias durante a campanha eleitoral do Paraná".
Na última edição de Época , que foi às bancas no última sábado (20), uma reportagem questionou o silêncio de Bernardo e sua esposa - que foram os únicos a não responder, por 40 dias, o levantamento da revista que questionou a todos os ministros sobre o uso de aviões particulares.
O político afirmou que não respondeu à publicação devido a uma série de reportagens contra ele. Nas matérias mencionadas, Época associa o ministro à empreiteira Sanches Tripoloni, do Paraná, a qual ele teria ajudado enquanto era ministro de Planejamento do governo Lula. Na nota oficial divulgada, o ministro elabora um parágrafo especialmente para rebater as acusações da revista.
A publicação divulgou em seu site a declaração de Bernardo e afirmando que ele havia sido procurado nas reportagens citadas, porém não atendeu aos pedidos da revista de proncunciamento. Segundo a nota de redação, Bernardo foi procurado quatro vezes em 40 dias e justificou as acusações das reportagens conforme um prinicípio da editora Globo, citado na nota. "Uma pessoa poderá ser apresentada como suspeita de crime ou irregularidade quando investigações jornalísticas, feitas segundo os preceitos deste documento, assim permitirem".
Veja abaixo o trecho reproduzido na íntegra:
A Revista Época fez nos últimos dois meses, quatro matérias em que cita a mim ou à Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, com insinuações indevidas, algumas de forma absolutamente gratuita, sem me ouvir, como foi o caso da publicada na edição de 20 de junho de 2011, sob o título "Do Pantanal para Campinas". Este fato contraria os Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz, na seção 2: "correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados". Eu fui citado ao lado de uma grande foto, numa matéria totalmente alheia a mim, apenas porque deveria ser uma testemunha a ser ouvida. Como se não bastasse, seguiram mais três novas matérias: "Os ministros indesejados", publicada na edição de 10 de julho de 2011; "Mudar para ficar tudo igual", edição de 17 de julho de 2011 e a desta semana "Por que ele não responde?". Tanto na matéria "Os Ministros Indesejados" como em "Mudar para ficar tudo igual", segue um jogo de palavras, sem uma única fonte, com insinuações, sem nenhuma comprovação, expondo um ato legítimo de lutar por recursos para uma obra importante para o Estado, com malfeitos e desvios. Novamente a Revista contraria outro item importante dos Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz no item w da Seção 1: "denúncia anônima não é notícia; é pauta, mesmo se a fonte for uma autoridade pública: a denúncia deve ser investigada à exaustão antes de ser publicada." E por fim, quando, por causa dos antecedentes e insinuações colocados pelas reportagens anteriores, julguei desnecessário atender à reportagem da Revista Época, sou surpreendido com a matéria "Por que ele não responde?", com novas insinuações sobre o uso de aeronaves particulares durante o ano de 2010. De novo, a Revista contraria aqui os Princípios das Organizações Globo, no item e, da Seção I de que "ninguém pode ser perseguido por se recusar a participar de uma reportagem". Quero destacar que estou e sempre estive à disposição do Congresso Nacional para a prestação de quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Defendo, como sempre defendi, o máximo de transparência na utilização do dinheiro público. Considero este o meu dever e minha responsabilidade política.
Brasília, 22 de agosto de 2011
Paulo Bernardo Silva Ministro das Comunicações
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"Além de totalmente inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como Ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal", explica o ministro na declaração, em que disse também que utilizou os serviços em "fins de semana, feriados e férias durante a campanha eleitoral do Paraná".
Na última edição de Época , que foi às bancas no última sábado (20), uma reportagem questionou o silêncio de Bernardo e sua esposa - que foram os únicos a não responder, por 40 dias, o levantamento da revista que questionou a todos os ministros sobre o uso de aviões particulares.
O político afirmou que não respondeu à publicação devido a uma série de reportagens contra ele. Nas matérias mencionadas, Época associa o ministro à empreiteira Sanches Tripoloni, do Paraná, a qual ele teria ajudado enquanto era ministro de Planejamento do governo Lula. Na nota oficial divulgada, o ministro elabora um parágrafo especialmente para rebater as acusações da revista.
A publicação divulgou em seu site a declaração de Bernardo e afirmando que ele havia sido procurado nas reportagens citadas, porém não atendeu aos pedidos da revista de proncunciamento. Segundo a nota de redação, Bernardo foi procurado quatro vezes em 40 dias e justificou as acusações das reportagens conforme um prinicípio da editora Globo, citado na nota. "Uma pessoa poderá ser apresentada como suspeita de crime ou irregularidade quando investigações jornalísticas, feitas segundo os preceitos deste documento, assim permitirem".
Veja abaixo o trecho reproduzido na íntegra:
A Revista Época fez nos últimos dois meses, quatro matérias em que cita a mim ou à Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, com insinuações indevidas, algumas de forma absolutamente gratuita, sem me ouvir, como foi o caso da publicada na edição de 20 de junho de 2011, sob o título "Do Pantanal para Campinas". Este fato contraria os Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz, na seção 2: "correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados". Eu fui citado ao lado de uma grande foto, numa matéria totalmente alheia a mim, apenas porque deveria ser uma testemunha a ser ouvida. Como se não bastasse, seguiram mais três novas matérias: "Os ministros indesejados", publicada na edição de 10 de julho de 2011; "Mudar para ficar tudo igual", edição de 17 de julho de 2011 e a desta semana "Por que ele não responde?". Tanto na matéria "Os Ministros Indesejados" como em "Mudar para ficar tudo igual", segue um jogo de palavras, sem uma única fonte, com insinuações, sem nenhuma comprovação, expondo um ato legítimo de lutar por recursos para uma obra importante para o Estado, com malfeitos e desvios. Novamente a Revista contraria outro item importante dos Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz no item w da Seção 1: "denúncia anônima não é notícia; é pauta, mesmo se a fonte for uma autoridade pública: a denúncia deve ser investigada à exaustão antes de ser publicada." E por fim, quando, por causa dos antecedentes e insinuações colocados pelas reportagens anteriores, julguei desnecessário atender à reportagem da Revista Época, sou surpreendido com a matéria "Por que ele não responde?", com novas insinuações sobre o uso de aeronaves particulares durante o ano de 2010. De novo, a Revista contraria aqui os Princípios das Organizações Globo, no item e, da Seção I de que "ninguém pode ser perseguido por se recusar a participar de uma reportagem". Quero destacar que estou e sempre estive à disposição do Congresso Nacional para a prestação de quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Defendo, como sempre defendi, o máximo de transparência na utilização do dinheiro público. Considero este o meu dever e minha responsabilidade política.
Brasília, 22 de agosto de 2011
Paulo Bernardo Silva Ministro das Comunicações
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