Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões

Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões

Atualizado em 29/06/2009 às 18:06, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões

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Na tarde da próxima terça-feira (30), os funcionários da extinta Gazeta Mercantil se reunirão em frente ao prédio do diário para protestar contra o processo de demissão proposto pela empresa, que, até o momento, cumpriu apenas parte dos acordos.

Os funcionários sob regime de CLT assinaram nesta segunda-feira (29) suas rescisões contratuais. Os PJs, em protesto por não terem recebido os salários de maio e junho, decidiram não assinar suas demissões. Amanhã se encerra o período de férias coletivas que antecedem o anúncio de aviso-prévio, acertado pela CBM (Companhia Brasileira Multimídia) no início do mês de junho.

O Portal IMPRENSA apurou que os funcionários estão frustrados com o comportamento da CBM que, represetada por Eduardo Jacomé - vice-presidente - prometeu, "em nome dos filhos dele", que os pagamentos dos salários e das rescisões seriam feitos. "O Jacomé era uma figura respeitada entre os funcionários, por isso a gente não esperava que os acordos não seriam cumpridos", disse um funcionário.

Daniel Teixeira
Redação da Gazeta Mercantil no último dia de funcionamento

Os empregados se queixam, ainda, sobre a atuação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) que teria "desistido da causa da Gazeta " por conta da postura de seus funcionários. "O sindicato largou mão, mas a redação da Gazeta é muito complicada. Era uma redação que nunca queria confusão, entrou no esquema da empresa. A gente não tinha muito ânimo para fazer greve nem se mobilizar de verdade, e acho que isso afastou o sindicato", explicou a fonte.

Procurado pelo Portal IMPRENSA, o presidente do sindicato, Guto Camargo, afirmou que só teve conhecimento sobre a assembleia de amanhã nesta segunda-feira. Ele salientou, ainda, que a falta de mobilização dos funcionários do jornal dificultou as negociações com a CBM. "Os jornalistas começaram a aceitar a situação e trabalharam com a lógica da empresa. No final, quando todo mundo viu que não havia mais nada a ser feito, já não era mais possível romper com a lógica da empresa", explicou.

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