Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões
Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões
Parte dos funcionários da Gazeta Mercantil não assinará demissões
PorNa tarde da próxima terça-feira (30), os funcionários da extinta Gazeta Mercantil se reunirão em frente ao prédio do diário para protestar contra o processo de demissão proposto pela empresa, que, até o momento, cumpriu apenas parte dos acordos.
Os funcionários sob regime de CLT assinaram nesta segunda-feira (29) suas rescisões contratuais. Os PJs, em protesto por não terem recebido os salários de maio e junho, decidiram não assinar suas demissões. Amanhã se encerra o período de férias coletivas que antecedem o anúncio de aviso-prévio, acertado pela CBM (Companhia Brasileira Multimídia) no início do mês de junho.
O Portal IMPRENSA apurou que os funcionários estão frustrados com o comportamento da CBM que, represetada por Eduardo Jacomé - vice-presidente - prometeu, "em nome dos filhos dele", que os pagamentos dos salários e das rescisões seriam feitos. "O Jacomé era uma figura respeitada entre os funcionários, por isso a gente não esperava que os acordos não seriam cumpridos", disse um funcionário.
| Daniel Teixeira |
| Redação da Gazeta Mercantil no último dia de funcionamento |
Os empregados se queixam, ainda, sobre a atuação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) que teria "desistido da causa da Gazeta " por conta da postura de seus funcionários. "O sindicato largou mão, mas a redação da Gazeta é muito complicada. Era uma redação que nunca queria confusão, entrou no esquema da empresa. A gente não tinha muito ânimo para fazer greve nem se mobilizar de verdade, e acho que isso afastou o sindicato", explicou a fonte.
Procurado pelo Portal IMPRENSA, o presidente do sindicato, Guto Camargo, afirmou que só teve conhecimento sobre a assembleia de amanhã nesta segunda-feira. Ele salientou, ainda, que a falta de mobilização dos funcionários do jornal dificultou as negociações com a CBM. "Os jornalistas começaram a aceitar a situação e trabalharam com a lógica da empresa. No final, quando todo mundo viu que não havia mais nada a ser feito, já não era mais possível romper com a lógica da empresa", explicou.
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