Parlamento do Reino Unido pede regulamentação do Facebook

O Comitê Digital, de Cultura, Mídia e Esporte do Parlamento do Reino Unido divulgou nesta segunda-feira (18) relatório com críticas sobre o

Atualizado em 18/02/2019 às 14:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Facebook. Os responsáveis pelo documento pedem que a plataforma e outras do gênero sejam submetidas a alguma forma de regulamentação.

Crédito: Pixabay

"Precisamos de uma mudança radical no equilíbrio de poder entre as plataformas e as pessoas", destacou o presidente do Comitê, Damian Collins. Os parlamentares sugerem também a criação de um órgão regulador independente com autoridade para multar as empresas em caso de infração às regras.


O relatório acusa o Facebook e similares de violarem as leis de privacidade e concorrência de dados. Para os responsáveis pelo documento, essas plataformas já se mostraram ineficientes no combate a distribuição de conteúdos falsos, desinformação e tentativas de países estrangeiros influenciarem eleições, por exemplo.


Depois de 18 meses, a investigação indica que as violações de dados foram praticadas conscientemente e intencionalmente pelo Facebook assim como a infração às regras internacionais de concorrência de dados. "Empresas como o Facebook não devem comportar-se como gângsteres digitais no mundo online, achando-se acima da lei", destaca o documento.


O ponto de partida da investigação foi a revelação do escândalo envolvendo o acesso a dados privados dos usuários do Facebook pela Cambridge Analytica. O material foi utilizado pelos partidários de Donald Trump, então candidato à presidência dos Estados Unidos. Essas informações supostamente confidenciais permitiram elaborar uma estratégia que levou o político à vitória.


Fundador e presidente da empresa, Mark Zuckerberg também foi duramente criticado por seu papel no sistema. "Mark Zuckerberg falha completamente ao não mostrar um nível de liderança e responsabilidade pessoal que devia ser esperado de alguém que está no topo de uma das maiores empresas mundiais", ressalta o relatório.


O Facebook negou as acusações e afirmou compartilhar das preocupações sobre o uso da rede para disseminar desinformação e comprometer processos eleitorais democráticos.