Parceiro de jornalista que denunciou caso Snowden fica detido por 9 horas em Londres
O jornalista Glenn Greenwald, do The Guardian, afirmou que seu parceiro brasileiro foi interrogado sobre futuras reportagens sobre a Agência
No último domingo (18/8), Glenn Greenwald, do The Guardian , afirmou que seu parceiro, o brasileiro David Miranda, foi interrogado durante nove horas no aeroporto de Londres sobre as futuras reportagens do jornalista sobre a Agência de Segurança Nacional Americana (NSA, sigal em inglês).
Segundo a Reuters, as autoridades britânicas utilizaram a lei anti-terrorismo para deter o brasileiro que ia de Berlim para o Rio de Janeiro, com escala em Londres. Ele foi obrigado a ficar no aeroporto de Heathrow por nove horas.
Miranda teria encontrado a cineasta americana Laura Poitras, que investiga com o jornal e Greenwald as informações reveladas por Edward Snowden.
Greenwald confirmou ao The New York Times que o companheiro teve a viagem para Berlim paga pelo Guardian a fim de levar informações e receber documentos a respeito do trabalho que o jornalista e a cineasta fazem sobre os documentos vazados pelo ex-agente da NSA.
De acordo com a BBC, Miranda teve equipamentos eletrônicos confiscados pela polícia, incluindo um laptop, telefone celular, câmera fotográfica, cartões de memória, DVDs e consoles de videogame.
A lei confere a agentes da fronteira o direito de interrogar alguém para verificar se o indivíduo está envolvido na ordem, preparação ou execução de atos de terrorismo.
O governo brasileiro manifestou em nota oficial a "grave preocupação" com a detenção de Miranda, que ficou sem se comunicar durante nove horas no aeroporto. "Trata-se de medida injustificável por envolver indivíduo contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso de referida legislação. O governo brasileiro espera que incidentes como o registrado hoje com o cidadão brasileiro não se repitam", disse o Ministério das Relações Exteriores.
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