Paralisação na Argentina atinge circulação de Clarín e La Nación

Paralisação na Argentina atinge circulação de Clarín e La Nación

Atualizado em 16/12/2010 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Paralisação na Argentina atinge circulação de Clarín e La Nación

Na madrugada desta terça (14), o sindicato dos caminhoneiros da Argentina bloqueou a distribuição de exemplares dos jornais argentinos Clarín e La Nación por mais de três horas. A entidade teria sido influenciada pelo secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, aliado da presidente do país Cristina Kirchner.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo , os caminhoneiros alegam que paralisaram a distribuição de jornais por estarem em assembleia nas portas das oficinas gráficas, em "solidariedade" aos trabalhadores. Supostamente, os empregados das gráficas enfrentam problemas trabalhistas.

Já a diretoria do Clarín e do La Nación declararam que seus veículos não foram distribuídos devido a reportagens sobre uma série de casos de corrupção envolvendo Moyano e sua esposa e empresas de sua família. Entre eles, destaca-se o pagamento de subsídios da Administração de Programas Especiais (APE) ao sindicato dos caminhoneiros, para compra de remédios para tratamento de câncer. O órgão federal possui orçamento de US$ 625 milhões por ano.

Em 2009, o mesmo sindicato dos caminhoneiros realizou piquetes por três dias e impediu a distribuição do Clarín e do La Nación . A manifestação aconteceu durante a reunião Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Na época, a paralisação atingiu a principal revista semanal do país, a Noticias .

As duas publicações se opõem ao governo de Cristina e travam uma guerra com a presidente há dois anos. A líder argentina já denunciou o Clarín e o La Nación por adquirirem ilegalmente as ações da Papel Prensa, a maior produtora de papel-jornal da Argentina.

Em setembro, a presidente anunciou que denunciaria os dirigentes dos jornais, acusando-os de serem cúmplices de crimes de extorsão, ameaça, privação ilegítima de liberdade, sequestro e homicídio relacionados à compra das ações da Papel Prensa na década de 1970.

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