Paraguai espera que STF aceite extraditar ex-prefeito acusado de matar jornalista
Na última segunda-feira (24/8), o procurador Assuntos Internacionais paraguaio, Juan Emilio Oviedo, disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil dê "uma resposta favorável" ao pedido de extradição de Vilmar Acosta, ex-prefeito acusado pelo assassinato do jornalista e sua assistente Antonia Almada.
Atualizado em 25/08/2015 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Vilmar Acosta (esq.) seria autor intelectual do assassinato de Pablo Medina (dir.)
Segundo a EFE, a data oficial da reunião do Supremo para discutir o caso está marcada para esta terça-feira (25/8). Entretanto, Acosta tem um processo civil pendente na cidade de Sete Quedas (MS), na fronteira com o Paraguai, pela anulação de sua certidão de nascimento brasileira. Pela demanda, a Justiça brasileira poderia suspender a decisão sobre o pedido de extradição do ex-prefeito de Ypehú até que o processo civil seja resolvido, indicou Oviedo.
Em abril, o STF rejeitou um pedido de suspensão do processo de extradição, tramitada pela defesa de Acosta. O advogado argumentou que o acusado também possui nacionalidade brasileira, o que impediria sua extradição.
Detido em março no Brasil, ele é considerado o autor intelectual do assassinato de Pablo Medina, correspondente do jornal ABC Color , e da estudante de jornalismo Antonia Almada, em 16 de outubro de 2014, na região de Villa Ygatimí, localizada no departamento de Canindeyú.
Pablo Medina era conhecido por suas investigações sobre as supostas conexões entre traficantes de drogas e políticos de diferentes níveis no país, esquema que recebeu o nome de "narcopolítica".





