Para Sérgio Cabral, tortura de repórteres prova necessidade de enfrentar o poder paralelo

Para Sérgio Cabral, tortura de repórteres prova necessidade de enfrentar o poder paralelo

Atualizado em 10/06/2008 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última segunda-feira (09), o governador Sérgio Cabral declarou que o caso de tortura contra repórteres do jornal O Dia por milicianos, na favela do Batan, em Realengo, é uma prova concreta da necessidade de enfrentar o poder paralelo no estado do Rio.

"Nós tivemos dois momentos que provam que não podemos mudar nosso rumo. Em 2002, tivemos o caso gravíssimo, pavoroso da morte do jornalista Tim Lopes pelos traficantes. Agora, temos os jornalistas sendo torturados por milicianos. Por isso, estamos nessa política dura e permanente. Qualquer poder paralelo no Rio, tráfico ou milícia, sofrerá a ação dura da segurança pública", afirmou o governador, após relembrar sua atuação por cerca de 13 anos como jornalista.

Cabral evitou comentar as investigações da Polícia Federal sobre o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins. "Isso não tem nada a ver com o governador. É uma questão de segurança pública", disse, reiterando que não é seu papel interferir no trabalho da polícia.

As informações são do jornal O Globo

Crédito da foto: Marcello Casal Jr/ABr

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