Para ser um bom jornalista é necessário ter vocação, gostar de ler, saber se expressar e se manter bem informado - por Givanildo José Rodrigues
Para ser um bom jornalista é necessário ter vocação, gostar de ler, saber se expressar e se manter bem informado - por Givanildo José Rodrigues
Atualizado em 26/04/2005 às 17:04, por
Givanildo Rodrigues/ Aluno de jornalismo da Uninove.
Por PALESTRA
Jornalismo não é uma profissão romântica, afirma Boris Casoy
Em palestra realizada aos alunos de jornalismo do Centro Universitário Nove de Julho, o jornalista Boris Casoy, 62, apresentador do programa "Passando a Limpo", da TV Record, comentou o que significa ser jornalista. "O jornalismo não é uma profissão romântica. Um dos 'espinhos' é a perspectiva de uma vida sem grandes ganhos em dinheiro. Para se tornar um bom jornalista é necessário ter vocação, gostar de ler, saber se expressar e se manter sempre informado. A faculdade só dá ao aluno o diploma. A técnica ele tem de aprender na prática", concluiu o apresentador.
Casoy disse que uma boa universidade tem por obrigação possuir estrutura no curso, há necessidade de laboratórios de redação, oficinas de notícias e equipamentos de rádio e TV. Tudo isso para que o aluno vivêncie todos os bastidores de como é o mundo jornalístico, o que irá ajudá-lo a desenvolver suas aptidões para aplicá-las à profissão.
O jornalista da TV Record falou ainda sobre as dificuldades que enfrentam os veículos de comunicação atualmente. "Na minha época, quando eu trabalhava na Folha de S.Paulo, tínhamos capital e muitos projetos, mas nos faltava profissionais. Hoje ocorre o contrário, todo ano são despejados no mercado de trabalho milhares de recém- formados, e infelizmente não há espaço para todos", afirmou, Casoy.
O apresentador que apoiou o golpe militar, também é a favor da não-obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão, Casoy defende um curso de pós-graduação em jornalismo, pois, segundo ele, teríamos mais qualidade nas redações, pois além de dominarem as técnicas, teríamos também, um conhecedor de outra área.
Muita gente pensa que Boris Casoy é jornalista formado em alguma universidade. Não é. Ele começou cedo na profissão, aos 15 anos de idade, seu primeiro emprego foi na Rádio Piratininga que tinha, nos anos 50, um programa, inesquecível até hoje, chamado 'Cortina Mexicana'. Era só de boleros! Lá, Boris trabalhou no 'Plantão Esportivo'. Anunciava os gols do futebol durante a transmissão de um programa de turfe (corridas de cavalo). Daí em diante Casoy não mais parou, foi editor-responsável (1977-1984) e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, âncora e editor-chefe do 'Telejornal Brasil' (SBT), atualmente Casoy apresenta o 'Passando a Limpo', TV Record, que vai ao ar de segunda à sábado, às 19h35min.
Perfil
O estilo de Casoy sempre foi marcante e ousado. Ele sempre opinou em suas reportagens, coisa rara na imprensa brasileira - em debate mediado por ele, Casoy, fez uma pergunta que marcou a carreira de Fernando Henrique Cardoso: 'O senhor acredita em Deus?' FHC tremeu, não respondeu e começou ali a perder a eleição certa para prefeito, já que 80% da população de São Paulo era, à época, católica. Jânio Quadros acabaria vencedor da disputa, em 1985.
Casoy, disse que é usual sofrer críticas internas, feitas pelos seus colegas de televisão, quando decide adiar a divulgação de uma notícia de credibilidade duvidosa que pode arruinar a vida de alguém. "Na dúvida, prefiro esperar ou não dar a notícia. A concorrência entre as TVs desperta a necessidade de se avançar o sinal. Isso pode atropelar a honra de alguém de forma irremediável. Posso perder um furo, mas não vou desonrar um inocente levianamente", diz o âncora do "Passando a Limpo".
Como figura pública, Casoy afirma que sente na carne os estragos que uma notícia equivocada pode causar. "Eu fui acusado pela revista 'Cruzeiro' de ter pertencido ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Embora seja uma afirmação leviana e mentirosa, nunca mais me livrei dessa pecha e provavelmente terei que carregá-la até o fim da vida', disse.

Jornalismo não é uma profissão romântica, afirma Boris Casoy
Em palestra realizada aos alunos de jornalismo do Centro Universitário Nove de Julho, o jornalista Boris Casoy, 62, apresentador do programa "Passando a Limpo", da TV Record, comentou o que significa ser jornalista. "O jornalismo não é uma profissão romântica. Um dos 'espinhos' é a perspectiva de uma vida sem grandes ganhos em dinheiro. Para se tornar um bom jornalista é necessário ter vocação, gostar de ler, saber se expressar e se manter sempre informado. A faculdade só dá ao aluno o diploma. A técnica ele tem de aprender na prática", concluiu o apresentador.
Casoy disse que uma boa universidade tem por obrigação possuir estrutura no curso, há necessidade de laboratórios de redação, oficinas de notícias e equipamentos de rádio e TV. Tudo isso para que o aluno vivêncie todos os bastidores de como é o mundo jornalístico, o que irá ajudá-lo a desenvolver suas aptidões para aplicá-las à profissão.
O jornalista da TV Record falou ainda sobre as dificuldades que enfrentam os veículos de comunicação atualmente. "Na minha época, quando eu trabalhava na Folha de S.Paulo, tínhamos capital e muitos projetos, mas nos faltava profissionais. Hoje ocorre o contrário, todo ano são despejados no mercado de trabalho milhares de recém- formados, e infelizmente não há espaço para todos", afirmou, Casoy.
O apresentador que apoiou o golpe militar, também é a favor da não-obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão, Casoy defende um curso de pós-graduação em jornalismo, pois, segundo ele, teríamos mais qualidade nas redações, pois além de dominarem as técnicas, teríamos também, um conhecedor de outra área.
Muita gente pensa que Boris Casoy é jornalista formado em alguma universidade. Não é. Ele começou cedo na profissão, aos 15 anos de idade, seu primeiro emprego foi na Rádio Piratininga que tinha, nos anos 50, um programa, inesquecível até hoje, chamado 'Cortina Mexicana'. Era só de boleros! Lá, Boris trabalhou no 'Plantão Esportivo'. Anunciava os gols do futebol durante a transmissão de um programa de turfe (corridas de cavalo). Daí em diante Casoy não mais parou, foi editor-responsável (1977-1984) e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, âncora e editor-chefe do 'Telejornal Brasil' (SBT), atualmente Casoy apresenta o 'Passando a Limpo', TV Record, que vai ao ar de segunda à sábado, às 19h35min.
Perfil
O estilo de Casoy sempre foi marcante e ousado. Ele sempre opinou em suas reportagens, coisa rara na imprensa brasileira - em debate mediado por ele, Casoy, fez uma pergunta que marcou a carreira de Fernando Henrique Cardoso: 'O senhor acredita em Deus?' FHC tremeu, não respondeu e começou ali a perder a eleição certa para prefeito, já que 80% da população de São Paulo era, à época, católica. Jânio Quadros acabaria vencedor da disputa, em 1985.
Casoy, disse que é usual sofrer críticas internas, feitas pelos seus colegas de televisão, quando decide adiar a divulgação de uma notícia de credibilidade duvidosa que pode arruinar a vida de alguém. "Na dúvida, prefiro esperar ou não dar a notícia. A concorrência entre as TVs desperta a necessidade de se avançar o sinal. Isso pode atropelar a honra de alguém de forma irremediável. Posso perder um furo, mas não vou desonrar um inocente levianamente", diz o âncora do "Passando a Limpo".
Como figura pública, Casoy afirma que sente na carne os estragos que uma notícia equivocada pode causar. "Eu fui acusado pela revista 'Cruzeiro' de ter pertencido ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Embora seja uma afirmação leviana e mentirosa, nunca mais me livrei dessa pecha e provavelmente terei que carregá-la até o fim da vida', disse.






