Para sair do vermelho, CNN Brasil anuncia novas demissões e foco total em Brasília
Em mais um sinal de que está enfrentando grandes dificuldades para equilibrar as contas, a CNN Brasil, que entrou no ar em março de 2020, anunciou nesta quinta-feira (1 dez/22) novas demissões.
Atualizado em 01/12/2022 às 15:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Desta vez os cortes teriam eliminado a sucursal do Rio e atingido nomes de peso, como os apresentadores Monalisa Perrone, Marcela Rahal e Sidney Rezende.
A decisão teria tido respaldo de João Camargo, novo presidente executivo da emissora. Também acionista das rádios 89 FM, Alpha, Nativa e BandNews FM, além de chairman da rádio Disney, Camargo quer tirar a empresa do vermelho até março de 2023. Crédito: Reprodução
Convidado a comandar a CNN Brasil pelo próprio Rubens Menin, proprietário do canal, Camargo também assumiu o cargo de CEO da emissora, que até recentemente era ocupado por Renata Afonso. O posto já foi de Douglas Tavolaro, cofundador do canal e ex-sócio de Menin.
A direção de jornalismo da CNN Brasil segue nas mãos de Leandro Cipoloni. Ele acumulou as funções de Américo Martins, que recentemente deixou a vice-presidência de conteúdo e virou correspondente da CNN Brasil em Londres.
Os funcionários ficaram sabendo dos cortes em comunicado enviado nesta quinta-feira. As mudanças enxugaram especialmente a programação Soft da emissora, focada em conteúdo leve. Os únicos programas dessa chancela que seguem no ar são o Sinais Vitais, com o médico Roberto Kalil, e as entrevistas de Gabriela Prioli.
Para sair do vermelho, a ideia é focar na cobertura política e no fortalecimento da sucursal de Brasília.
Veja abaixo o comunicado interno distribuído aos funcionários da CNN Brasil:
"Prezados Colaboradores,
A CNN Brasil informa que realiza, nesta quinta-feira (01/12), a reestruturação de suas operações, com dois objetivos principais: fortalecer o DNA do canal, focado em hard news, e readequar custos, ajustando a empresa ao cenário econômico do país, criando as condições para atingir o equilíbrio financeiro (breakeven) em 2023 e crescer.
Em linha com a estratégia de fortalecimento do jornalismo, a coordenação da cobertura será concentrada em São Paulo e Brasília, duas praças que ganham relevância dado o contexto político e econômico nacional. Em decorrência dessa nova lógica, a newsroom do Rio de Janeiro será desativada, sem prejuízo à cobertura. As mudanças incluem a readequação de programas, assim como da grade. O selo CNN Soft será remodelado para 2023.
Aos colegas que deixam a empresa, manifestamos o nosso profundo respeito e gratidão. A dedicação e o trabalho de cada um foram fundamentais para a construção e consolidação da CNN Brasil.
Decisões como essas exigem coragem, determinação e visão de futuro. As mudanças irão adequar a empresa ao novo cenário da indústria de mídia e abrirão espaço aos investimentos necessários para seguir entregando o jornalismo independente, relevante e de alta qualidade, marca registrada da CNN.
Este é o nosso compromisso com todos os colaboradores, com o mercado e com os milhões de brasileiros que confiam na CNN Brasil para tomar as melhores decisões."
A decisão teria tido respaldo de João Camargo, novo presidente executivo da emissora. Também acionista das rádios 89 FM, Alpha, Nativa e BandNews FM, além de chairman da rádio Disney, Camargo quer tirar a empresa do vermelho até março de 2023. Crédito: Reprodução
Convidado a comandar a CNN Brasil pelo próprio Rubens Menin, proprietário do canal, Camargo também assumiu o cargo de CEO da emissora, que até recentemente era ocupado por Renata Afonso. O posto já foi de Douglas Tavolaro, cofundador do canal e ex-sócio de Menin.
A direção de jornalismo da CNN Brasil segue nas mãos de Leandro Cipoloni. Ele acumulou as funções de Américo Martins, que recentemente deixou a vice-presidência de conteúdo e virou correspondente da CNN Brasil em Londres.
Os funcionários ficaram sabendo dos cortes em comunicado enviado nesta quinta-feira. As mudanças enxugaram especialmente a programação Soft da emissora, focada em conteúdo leve. Os únicos programas dessa chancela que seguem no ar são o Sinais Vitais, com o médico Roberto Kalil, e as entrevistas de Gabriela Prioli.
Para sair do vermelho, a ideia é focar na cobertura política e no fortalecimento da sucursal de Brasília.
Veja abaixo o comunicado interno distribuído aos funcionários da CNN Brasil:
"Prezados Colaboradores,
A CNN Brasil informa que realiza, nesta quinta-feira (01/12), a reestruturação de suas operações, com dois objetivos principais: fortalecer o DNA do canal, focado em hard news, e readequar custos, ajustando a empresa ao cenário econômico do país, criando as condições para atingir o equilíbrio financeiro (breakeven) em 2023 e crescer.
Em linha com a estratégia de fortalecimento do jornalismo, a coordenação da cobertura será concentrada em São Paulo e Brasília, duas praças que ganham relevância dado o contexto político e econômico nacional. Em decorrência dessa nova lógica, a newsroom do Rio de Janeiro será desativada, sem prejuízo à cobertura. As mudanças incluem a readequação de programas, assim como da grade. O selo CNN Soft será remodelado para 2023.
Aos colegas que deixam a empresa, manifestamos o nosso profundo respeito e gratidão. A dedicação e o trabalho de cada um foram fundamentais para a construção e consolidação da CNN Brasil.
Decisões como essas exigem coragem, determinação e visão de futuro. As mudanças irão adequar a empresa ao novo cenário da indústria de mídia e abrirão espaço aos investimentos necessários para seguir entregando o jornalismo independente, relevante e de alta qualidade, marca registrada da CNN.
Este é o nosso compromisso com todos os colaboradores, com o mercado e com os milhões de brasileiros que confiam na CNN Brasil para tomar as melhores decisões."





