Para recrutadora da Globo, estudante de jornalismo quer TV, mas desconhece mídias
Para Claudia Jorge, supervisora Executiva de RH do Programa Estagiar da TV Globo, não é possível apontar se há faculdades que rendem me
Atualizado em 08/03/2013 às 14:03, por
Guilherme Sardas e Jéssica Oliveira*.
Em março, IMPRENSA discutiu o curso de jornalismo no Brasil. Em meio ao debate de revisão das diretrizes curriculares - em pauta desde 2009, e ainda sem previsão de conclusão -, reunimos jornalistas, especialistas e coordenadores de alguns dos maiores programas de treinamento do país para tentar responder a duas questões: que curso será construído para as próximas gerações? Quem são os jornalistas recém-formados atualmente?
No debate, temas como a qualidade do estudante que chega às redações e suas principais qualidades e carências, a especificidade do jornalismo em relação à comunicação social, a atualização digital, a dinâmica ideal entre teoria e prática, a regionalização do ensino, entre outros. A matéria completa pode ser lida na edição 287 de IMPRENSA.
Até esta sexta (8/3), publicaremos no portal as entrevistas com os responsáveis pelos programas de treinamento dos jornais Folha de S.Paulo ( ), O Estado de S. Paulo ( ), O Globo ( ), O Povo ( ) e da TV Globo.
Para Claudia Jorge, supervisora Executiva de RH do Programa Estagiar da TV Globo, não é possível apontar se há faculdades que rendem melhores candidatos. Ela defende que o domínio da língua portuguesa é fundamental e reforça que as universidades devem estar atentas a sempre valorizar este assunto na formação dos estudantes.
IMPRENSA - Como você vê o nível geral de preparo dos universitários que chegam ao Programa Estagiar? Claudia Jorge - Na média eles se apresentam bem. A maioria chega com os insumos fornecidos pela universidade: participam de oficinas na faculdade e muitos já apresentam experiências profissionais/educacionais fora do país. Alguns possuem também fluência em outros idiomas, como inglês, espanhol, francês, alemão. Como temos muitos filtros na seleção para o Programa (prova on-line, provas especificas) os candidatos que chegam na etapa de painel com o gestor, geralmente, são bem preparados culturalmente. Muitos dizem ter interesse em TV mas não conhecem com profundidade as diferentes mídias.
Quais são suas principais deficiências? Eles chegam muito crus? Em quais aspectos? O mundo globalizado trouxe várias aberturas de canais de comunicação, portanto, as possibilidades de atuação dentro do jornalismo, esporte e internet podem ser melhor exploradas. Além disso, a língua portuguesa passa por transformações que precisam ser constantemente reforçadas no ensino formal. O relacionamento interpessoal deve ser aprimorado, pois atualmente os estudantes constroem relações informais por meio de mídias sociais utilizando a tecnologia. Quando chegam à empresa precisam rever esse formato, pois não sabem como lidar com as relações interpessoais mais formais.
Quais competências e habilidades mais nítidas eles têm trazido? Facilidade com tecnologia, viver experiências novas e inovadoras e amplitude cultural.
É possível apontar algo que a faculdade de Jornalismo deveria dar mais atenção na formação desses jovens? O domínio da língua portuguesa é fundamental. É importante que as universidades estejam atentas a sempre valorizar este assunto na formação dos universitários. Também há oportunidades de ampliação da visão das várias modalidades do jornalismo e de suas funções para além das que ficam na frente das câmeras e dos modelos de operação do jornalismo e esporte.

No debate, temas como a qualidade do estudante que chega às redações e suas principais qualidades e carências, a especificidade do jornalismo em relação à comunicação social, a atualização digital, a dinâmica ideal entre teoria e prática, a regionalização do ensino, entre outros. A matéria completa pode ser lida na edição 287 de IMPRENSA.
Até esta sexta (8/3), publicaremos no portal as entrevistas com os responsáveis pelos programas de treinamento dos jornais Folha de S.Paulo ( ), O Estado de S. Paulo ( ), O Globo ( ), O Povo ( ) e da TV Globo.
Para Claudia Jorge, supervisora Executiva de RH do Programa Estagiar da TV Globo, não é possível apontar se há faculdades que rendem melhores candidatos. Ela defende que o domínio da língua portuguesa é fundamental e reforça que as universidades devem estar atentas a sempre valorizar este assunto na formação dos estudantes.
IMPRENSA - Como você vê o nível geral de preparo dos universitários que chegam ao Programa Estagiar? Claudia Jorge - Na média eles se apresentam bem. A maioria chega com os insumos fornecidos pela universidade: participam de oficinas na faculdade e muitos já apresentam experiências profissionais/educacionais fora do país. Alguns possuem também fluência em outros idiomas, como inglês, espanhol, francês, alemão. Como temos muitos filtros na seleção para o Programa (prova on-line, provas especificas) os candidatos que chegam na etapa de painel com o gestor, geralmente, são bem preparados culturalmente. Muitos dizem ter interesse em TV mas não conhecem com profundidade as diferentes mídias.
Quais são suas principais deficiências? Eles chegam muito crus? Em quais aspectos? O mundo globalizado trouxe várias aberturas de canais de comunicação, portanto, as possibilidades de atuação dentro do jornalismo, esporte e internet podem ser melhor exploradas. Além disso, a língua portuguesa passa por transformações que precisam ser constantemente reforçadas no ensino formal. O relacionamento interpessoal deve ser aprimorado, pois atualmente os estudantes constroem relações informais por meio de mídias sociais utilizando a tecnologia. Quando chegam à empresa precisam rever esse formato, pois não sabem como lidar com as relações interpessoais mais formais.
Quais competências e habilidades mais nítidas eles têm trazido? Facilidade com tecnologia, viver experiências novas e inovadoras e amplitude cultural.
É possível apontar algo que a faculdade de Jornalismo deveria dar mais atenção na formação desses jovens? O domínio da língua portuguesa é fundamental. É importante que as universidades estejam atentas a sempre valorizar este assunto na formação dos universitários. Também há oportunidades de ampliação da visão das várias modalidades do jornalismo e de suas funções para além das que ficam na frente das câmeras e dos modelos de operação do jornalismo e esporte.






