Para Raúl Castro, imprensa publica "o que querem os patrões"
Para Raúl Castro, imprensa publica "o que querem os patrões"
Na última quarta-feira (24), o presidente cubano Raúl Castro admitiu que não existe plena liberdade de imprensa no país. Ao comentar sobre as críticas de órgãos de direitos humanos sobre a morte do preso político Orlando Zapatero, o presidente da ilha afirmou que a imprensa "publica o que querem os patrões".
A fala de Castro aconteceu após visita de Lula às obras de Porto Mariel, a 50 quilômetros de Havana. Acompanhado do presidente brasileiro, o chefe de estado cubano parou para conversar com jornalistas, que queriam opinião sobre a morte de Zapatero, preso há sete anos e que estava em greve de fome.
Na ocasião, ao ser questionado sobre os métodos de prisão dos dissidentes políticos, Castro disse que em Cuba "não se tortura ninguém". Ao ouvir o comentário de um jornalista, de que órgãos de direitos humanos contradizem sua posição, o presidente respondeu: "Desde que Gutemberg inventou a imprensa, publica-se o que querem os patrões", disse o presidente, ao comparar veículos de comunicação a órgãos de direitos humanos.
Ao final da conversa, Castro ainda pontuou: "Reconheço que aqui em Cuba não temos plena liberdade de expressão. Mas, se os Estados Unidos nos deixassem em paz, se nos deixassem seguir com nosso desenvolvimento, isso poderia mudar". A informação é da Agência Brasil
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