"Para, para, para!" Após oito anos, João Kléber volta à TV brasileira: "Vim botar pimenta"

"Para, para, para!" O bordão de João Kléber está oficialmente de volta à TV brasileira, a partir da madrugada de sábado (00h30 à

Atualizado em 02/03/2013 às 09:03, por Guilherme Sardas.


Crédito:Rede TV! / Divulgação João Kléber


"Para, para, para!" O bordão de João Kléber está oficialmente de volta à TV brasileira, nas madrugadas de sábado (00h30 às 2h), com a estreia do programa "Teste de Fidelidade", ao ar pela Rede TV!.

A volta do comediante à telinha acontece após temporada de oito anos na TV portuguesa, onde comandou programa similar - "Fiel ou Infiel" -, formato criado por ele e, hoje, presente em 19 países. "Criei em 2002, levei para Portugal em 2005, depois para a África. Aí a TV portuguesa exibe para outros países", explica.


Além do "Teste de Fidelidade", João comandará programa de segunda a sexta, o "Você na TV" (10h ao meio-dia), acirrando ainda mais a concorrência matutina da TV aberta. A estreia deve ser ainda neste mês. "Vai ter de tudo, menos jornalismo. É um programa para toda a família, da criança ao idoso", garante.


João segue com a mesma fixação pela audiência. Aos sábados, brigará com "Legendários", da Record, "Altas Horas", da Globo, e sessão de filmes, no SBT. Pelas manhãs, terá pela frente "Encontro", na Globo, "Hoje em dia", na Record, e desenhos animados, no SBT. Veio para competir.


"O [Marcos] Mion é meu amigo. O Serginho [Groisman] também. Adoro todos eles. São maravilhosos. Mas, concorrência é concorrência. Vim para ganhar, como sempre." Se depender da recepção do público, João não deve ter problemas com os números do Ibope. O teaser do "Teste de Fidelidade", transmitido no domingo de carnaval, garantiu a vice-liderança por alguns minutos à emissora.


Na entrevista abaixo, João fala sobre polêmicas, explica sua volta à TV brasileira - "Está morna. Vou botar pimenta (risos)" - e defende o "Teste de Fidelidade" do ataque dos críticos. "Nunca passei do limite. Se você analisar os programas que temos por aí, o 'Teste de fidelidade' deveria ser feito na igreja".


IMPRENSA - Por que decidiu voltar ao Brasil?

JOÃO KLÉBER - Tinha proposta para continuar na Europa, na TV portuguesa ou na TV espanhola, porque são os mesmos donos. Recebi também um convite da TV italiana para levar o formato do "Teste de Fidelidade". Mas, a prioridade era voltar ao Brasil. A proposta da Rede TV! foi mais concreta, além de eu ter um carinho enorme pela emissora. O primeiro programa da Rede TV! foi meu, o "Te vi na TV", em 1999. Eu me sinto mais à vontade aqui.


IMPRENSA - Qual é a principal diferença entre o público português e o brasileiro?

São públicos distintos, culturas diferentes. O português é um pouco mais conservador e fechado, mas, em termos de entretenimento, são abertos. Fui um dos poucos apresentadores que tinha interação forte com o público, como nós, apresentadores brasileiros, somos em geral. Agora, você imagina um programa que lá chamava "Fiel ou Infiel". Imagina a polêmica que foi. Já estreou líder.


IMPRENSA - Na época do "A Tarde é Quente", o "Teste de Fidelidade" foi muito atacado. Você acha que passou dos limites em algum momento?

Nunca passei dos limites. Se você analisar bem, perto dos programas que nós temos por aí, o teste de fidelidade deveia ser feito na Igreja. Na minha concepção, acho até que é light demais.


IMPRENSA - O formato segue o mesmo?

Exatamente. O programa é gravado, mas vai ter uma interação ao vivo, pelo Twitter, pelas redes sociais e tudo. A vantagem do teste de fidelidade é que ele é um programa atemporal, ele se renova automaticamente. Eu fiz uma brincadeira no Carnaval [um teaser], ficamos na vice-liderança. O jovem que tinha 8 anos em 2002 [início do programa], hoje tem 18 anos. Além disso,o pessoal que acompanhava o teste na época sempre pediu muito a volta. Então, estamos fazendo a pedido do próprio telespectador.


O "Você na TV" vai ter exatamente o quê?

Estamos definindo, mas é um programa de variedades. Vai ter de tudo um pouco. Tirando jornalismo, vai ter tudo. É um programa de entretenimento, para toda a família. Vai ser desde a criança até o idoso.


Por conta de todas as polêmicas que você passou, você tem mais amigos ou inimigos no meio artístico?

Você não é atacado por artistas, mas por pessoas que te perseguem. Seria uma idiotice de qualquer profissional falar qualquer coisa de mim, porque meu histórico é brincadeira. Um cara que teve a direção de Chico Anysio, trabalhou com Jô Soares e ainda por cima apresentou os últimos programas do Chacrinha, o maior apresentador de todos os tempos... Um cara que fez tudo isso é, no mínimo, competente. Eu não tenho uma carreira, tenho uma história artística. É que o pessoal lembra dessa fase mais recente, do "Teste de Fidelidade". Mas, quantas vezes o Chacrinha foi combatido, foi pisoteado? E, depois, quando você busca uma referência de apresentador no Brasil, você lembra do Chacrinha. Os dois mitos da TV brasileira são Chacrinha e Sílvio Santos.


A TV brasileira é careta em algum sentido?

A TV brasileira está muito chata, muito morna.


Você veio para colocar fogo?

Fogo, não. Pimenta (risos).


Quanto há de ator no apresentador João Kléber?

As pessoas confundem. Não sou um apresentador. Sou animador de auditório. Eu me despojo de qualquer vaidade para apresentar o programa. Se tiver que me jogar no chão, eu me jogo. Não tenho frescura. Eu me entrego ao que eu faço. Não tenho vergonha do que faço. Tem pessoas que fazem programas populares, mas têm vergonha do que estão fazendo. Por isso que, às vezes, não funciona.