Para o presidente Lula, classe política ainda tem medo da imprensa
Para o presidente Lula, classe política ainda tem medo da imprensa
Atualizado em 19/10/2010 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não haverá liberdade de imprensa no país "enquanto a classe política não perder o medo da imprensa". A declaração foi feita durante uma premiação da revista CartaCapital , na última segunda-feira (18).
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o ex-metalúrgico também fez críticas veladas ao seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso - que havia criticado algumas atitudes de Lula durante a campanha eleitoral na última semana -, e às propostas do candidato à Presidência José Serra (PSDB), chamadas de "leilão de benefícios" pelo petista.
Após um discurso feito pelo diretor de redação da CartaCapital , Mino Carta, em que defendeu o atual governo e criticou outros meios de comunicação, Lula fez comentários sobre uma revista da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que teve a circulação proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alegou que a publicação fazia campanha favorável à candidata Dilma Rousseff.
O presidente declarou, ainda, que outro veículo havia divulgado uma foto na capa que seria "um acinte à democracia". "No fundo, no fundo, todo mundo sabe da hipocrisia que reina neste país", criticou.
O líder brasileiro também disse ter "orgulho de nunca ter precisado almoçar num jornal, numa revista e numa televisão", alegando que toma essa atitude "por independência": "A única coisa que eu quero é que digam a verdade e somente a verdade. Contra ou a favor", declarou.
Lula afirmou que, ao deixar a Presidência, poderá dizer "o que quiser", e comparou a atribuição de "ex-presidente" a um "vaso chinês": "Ex-presidente da República é como vaso chinês (...) Não tem utilidade nenhuma (...) Realmente não vale nada um ex-presidente. Ele valeria se ficasse quieto e deixasse o futuro presidente governar".
No início de outubro, os governadores eleitos e parlamentares aliados do governo federal e da candidata petista declararam que desejam que Lula participe de forma menos agressiva da campanha eleitoral. Em reuniões realizadas no Palácio da Alvorada, o grupo reprovou as críticas feitas pelo presidente à imprensa.
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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o ex-metalúrgico também fez críticas veladas ao seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso - que havia criticado algumas atitudes de Lula durante a campanha eleitoral na última semana -, e às propostas do candidato à Presidência José Serra (PSDB), chamadas de "leilão de benefícios" pelo petista.
Após um discurso feito pelo diretor de redação da CartaCapital , Mino Carta, em que defendeu o atual governo e criticou outros meios de comunicação, Lula fez comentários sobre uma revista da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que teve a circulação proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alegou que a publicação fazia campanha favorável à candidata Dilma Rousseff.
O presidente declarou, ainda, que outro veículo havia divulgado uma foto na capa que seria "um acinte à democracia". "No fundo, no fundo, todo mundo sabe da hipocrisia que reina neste país", criticou.
O líder brasileiro também disse ter "orgulho de nunca ter precisado almoçar num jornal, numa revista e numa televisão", alegando que toma essa atitude "por independência": "A única coisa que eu quero é que digam a verdade e somente a verdade. Contra ou a favor", declarou.
Lula afirmou que, ao deixar a Presidência, poderá dizer "o que quiser", e comparou a atribuição de "ex-presidente" a um "vaso chinês": "Ex-presidente da República é como vaso chinês (...) Não tem utilidade nenhuma (...) Realmente não vale nada um ex-presidente. Ele valeria se ficasse quieto e deixasse o futuro presidente governar".
No início de outubro, os governadores eleitos e parlamentares aliados do governo federal e da candidata petista declararam que desejam que Lula participe de forma menos agressiva da campanha eleitoral. Em reuniões realizadas no Palácio da Alvorada, o grupo reprovou as críticas feitas pelo presidente à imprensa.
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