Para o "O Dia" e France Press, Boff desabafa: "Será dificíl amar o novo Papa"
Para o "O Dia" e France Press, Boff desabafa: "Será dificíl amar o novo Papa"
Atualizado em 20/04/2005 às 08:04, por
Fonte: "O Dia" e AFP.
"Como cristão, aceito e respeito a decisão, fruto da eleição dos cardeais, mas haverá dificuldades para amar esse Papa, por causa de suas posições sobre a Igreja e sobre o mundo", declarou o ex-frei franciscano, Leonardo Boff, em entrevista publicada pelo jornal carioca "O Dia" e concedida a Agência France Press.
Leonardo Boff foi condenado em 1984 por Ratzinger ao silêncio por tempo indeterminado. Mais tarde, sua pena foi amenizada para um ano por João Paulo 2º. Apesar de penalizado, Boff contou à AFP que não guarda rancor do novo papa.
O ex-religioso disse, entretanto, ter percebido que "por trás de uma pessoa refinada se esconde uma inteligência fria, clara, sem cordialidade e, às vezes, sem misericórdia".
"Temo muito pelo futuro da Igreja, porque vai radicalizá-la, sem o carisma de João Paulo 2º. Ele não será bom para a Igreja", declarou Boff, que renunciou às suas atividades de padre em 1992, se casou e agora é pai de um menino.
"Sua doutrina é dogmática e muitos cristãos estão emigrando, porque não suportam essa rigidez doutrinária", frisou Boff.
Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé, herdeira do Santo Ofício da Inquisição, dirigiu o processo que culminou com a sanção a Boff. Segundo ele, durante o papado de João Paulo 2º, 140 teólogos foram castigados.
Ao ser interrogado pela Agência France Press sobre por que os cardeais escolheram Ratzinger, Boff respondeu que "depois de 26 anos de pontificado de João Paulo 2º, criou-se uma cultura conservadora e os cardeais tentaram buscar uma solução simples, mas esta solução também é mais perigosa".
"A Igreja deixará de ser uma pátria, um lugar, para muitos", sentenciou.
Leonardo Boff foi condenado em 1984 por Ratzinger ao silêncio por tempo indeterminado. Mais tarde, sua pena foi amenizada para um ano por João Paulo 2º. Apesar de penalizado, Boff contou à AFP que não guarda rancor do novo papa.
O ex-religioso disse, entretanto, ter percebido que "por trás de uma pessoa refinada se esconde uma inteligência fria, clara, sem cordialidade e, às vezes, sem misericórdia".
"Temo muito pelo futuro da Igreja, porque vai radicalizá-la, sem o carisma de João Paulo 2º. Ele não será bom para a Igreja", declarou Boff, que renunciou às suas atividades de padre em 1992, se casou e agora é pai de um menino.
"Sua doutrina é dogmática e muitos cristãos estão emigrando, porque não suportam essa rigidez doutrinária", frisou Boff.
Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé, herdeira do Santo Ofício da Inquisição, dirigiu o processo que culminou com a sanção a Boff. Segundo ele, durante o papado de João Paulo 2º, 140 teólogos foram castigados.
Ao ser interrogado pela Agência France Press sobre por que os cardeais escolheram Ratzinger, Boff respondeu que "depois de 26 anos de pontificado de João Paulo 2º, criou-se uma cultura conservadora e os cardeais tentaram buscar uma solução simples, mas esta solução também é mais perigosa".
"A Igreja deixará de ser uma pátria, um lugar, para muitos", sentenciou.






