Para o ministro Paulo Bernardo, imprensa ajuda a criminalizar as doações de campanha
Para o ministro Paulo Bernardo, imprensa ajuda a criminalizar as doações de campanha
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , abordou a relação entre a imprensa e as doações de campanha política. Segundo ele, os jornais ajudaram a tornar ilícitos os incentivos legais às ações partidárias e de candidatos no território nacional.
"Quem doa oficialmente, faz a doação legal, vai para o jornal como participante de algum conluio, como se ele estivesse querendo fazer alguma irregularidade", disse o chefe da pasta do Planejamento, ressaltando que as doações não declaradas aos órgãos competentes, classificadas como "caixa dois", não são fruto do processo eleitoral. "As pessoas são induzidas pela mídia a achar que caixa dois existe por causa das eleições, mas não é verdade. As empresas dão dinheiro de caixa dois porque tem caixa dois".
Ao dizer ainda que, devido à falta de projetos no Congresso, o sistema induz aos absurdos, como o "caixa dois",Bernardo defende às doações da iniciativa privada aos partidos políticos. "(...) diferentemente do que os jornais têm propagado, penso que a doação para um partido é uma forma digna de fazer a contribuição. Faz para o partido, tem vínculo com aquele programa daquele partido", declarou o ministro.
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