Para ministro das comunicações, governo não soube dialogar com a sociedade sobre a crise
Em entrevista à Folha de S.Paulo neste sábado (14/3), o ministro das comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que governo não soubese comunicar com a sociedade sobre o ajuste fiscal e os desafios políticos do momento.
Atualizado em 14/03/2015 às 12:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
S.Paulo neste sábado (14/3), o ministro das comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que governo não soube se comunicar com a sociedade sobre o ajuste fiscal e os desafios políticos do momento."As pessoas gostam de ouvir a verdade", destacou.
Crédito:Agência Brasil Ministro defende debate público sobre a regulação da mídia
Ao comentar a manifestação contra o governo marcadas para o próximo domingo (15/3), Berzoini reconheceu que o Palácio do Planalto se comunicou de forma inadequada com o povo, não explicando de maneira didática a questão econômica masi complexa que no ano passado, bem como a repercussão da Lava Jato. "Nosso erro foi termos nos comunicado mal".
"Acho que o governo, no conjunto, e eu me incluo, não fez uma interlocução mais objetiva, o que prejudica a percepção das pessoas do que está em jogo", disse.
O ministro acredita que o Planalto "fará as pazes" com o eleitorado através de um diálogo transparente, mostrando que as medidas fiscais adotadas recentemente foram necessárias, uma vez que nos seis anos anteriores o governo absorveu o impacto da crise financeira mundial."Nós todos temos responsabilidade de dialogar de maneira franca e transparente com o conjunto dos movimentos sociais, com empresários, com a imprensa, para deixar claro que o esforço que foi feito — e que manteve desemprego baixo e renda alta — não tem mais espaço para continuar".
Sobre regulação da mídia, defendida pelo PT, Berzoini revelou que a ideia é abrir debates públicos sobre o tema no fim do primeiro semestre de 2015. "Vamos abrir diálogo muito amplo e sem prazo para encerrá-lo. Nesse tema, se não afastarmos os mitos e maniqueísmos, não iremos a lugar nenhum especialmente numa conjuntura difícil como a que temos hoje".
Segundo ele, a proposta não será feita isoladamente pelo ministério das comunicações. "Vamos buscar algum grau de entendimento. Eu diria que hoje ninguém tem hegemonia sobre esse assunto".
Berzoini ainda reiterou que a leitura que o governo faz é que há monopólio e oligopólios nas comunicações do país e que vários países têm legislações sobre o assunto, ressaltando a importância em avançar a discussão sobre tema. E garantiu: "não tem proposta de restrição de conteúdo".
Crédito:Agência Brasil Ministro defende debate público sobre a regulação da mídia
Ao comentar a manifestação contra o governo marcadas para o próximo domingo (15/3), Berzoini reconheceu que o Palácio do Planalto se comunicou de forma inadequada com o povo, não explicando de maneira didática a questão econômica masi complexa que no ano passado, bem como a repercussão da Lava Jato. "Nosso erro foi termos nos comunicado mal".
"Acho que o governo, no conjunto, e eu me incluo, não fez uma interlocução mais objetiva, o que prejudica a percepção das pessoas do que está em jogo", disse.
O ministro acredita que o Planalto "fará as pazes" com o eleitorado através de um diálogo transparente, mostrando que as medidas fiscais adotadas recentemente foram necessárias, uma vez que nos seis anos anteriores o governo absorveu o impacto da crise financeira mundial."Nós todos temos responsabilidade de dialogar de maneira franca e transparente com o conjunto dos movimentos sociais, com empresários, com a imprensa, para deixar claro que o esforço que foi feito — e que manteve desemprego baixo e renda alta — não tem mais espaço para continuar".
Sobre regulação da mídia, defendida pelo PT, Berzoini revelou que a ideia é abrir debates públicos sobre o tema no fim do primeiro semestre de 2015. "Vamos abrir diálogo muito amplo e sem prazo para encerrá-lo. Nesse tema, se não afastarmos os mitos e maniqueísmos, não iremos a lugar nenhum especialmente numa conjuntura difícil como a que temos hoje".
Segundo ele, a proposta não será feita isoladamente pelo ministério das comunicações. "Vamos buscar algum grau de entendimento. Eu diria que hoje ninguém tem hegemonia sobre esse assunto".
Berzoini ainda reiterou que a leitura que o governo faz é que há monopólio e oligopólios nas comunicações do país e que vários países têm legislações sobre o assunto, ressaltando a importância em avançar a discussão sobre tema. E garantiu: "não tem proposta de restrição de conteúdo".





