Para Manuel Zelaya, estado de sítio de Honduras foi "armadilha" contra a imprensa

Para Manuel Zelaya, estado de sítio de Honduras foi "armadilha" contra a imprensa

Atualizado em 30/09/2009 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, classificou o estado de sítio decretado pelas autoridades de facto do país como uma "armadilha" contra a imprensa. O decreto, publicado no último sábado (26), suspende por 45 dias as liberdades constitucionais e concede ao governo interino o direito de vetar publicações que "atentem contra a lei".

Agência Brasil
Manuel Zelaya
"É uma armadilha, esse decreto foi feito para fechar a imprensa e já fecharam", disse Zelaya, acrescentando que o governo comandado por Roberto Micheletti não precisou da legislação para reprimir a população.

Na madrugada de segunda-feira (28), autoridades do governo determinaram o fechamento da rádio Globo e da emissora de TV Canal 36, veículos de oposição ao golpe de Estado em Honduras.

"Nossa posição é de que o povo hondurenho deve se organizar mais uma vez para restituir a frequência da 'Rádio Globo' e do 'Canal 36'", avaliou Zelaya. O presidente deposto defende a punição internacional do decreto, firmado pelo governo de Micheletti.

Segundo informou o jornal O Globo , após receber pressão interna e externa, o governo de Honduras avalia a possibilidade de revogar o decreto. Micheletti afirmou que, até o próximo fim de semana, deve rever a manutenção da medida.

Um dos principais motivos para a queda do decreto estaria relacionado às eleições de Honduras, marcadas para o dia 29 de novembro. De acordo com congressistas aliados a Micheletti, o pleito - visto como a única saída para solucionar a pressão após o golpe de Estado - poderá ser inviabilizado, caso a medida vigore até a data.

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