Para evitar manipulação vista no Brasil, projetos de checagem de dados miram eleições presidenciais bolivianas
O Knigth Center for Journalism in the Americas, ligado à Universidade de Austin, Texas, publicou em seu site uma reportagem sobre dois projetos jornalísticos de verificação de fatos da Bolívia: o Bolivia Verfica e o Chequea Bolivia.
Atualizado em 12/08/2019 às 11:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
in the Americas, ligado à Universidade de Austin, Texas, publicou em seu site uma reportagem sobre dois projetos jornalísticos de verificação de fatos da Bolívia: o Bolivia Verfica e o Chequea Bolivia. Os dois estão trabalhando a todo vapor para combater fake news que podem influenciar as eleições presidenciais do país, que ocorrerão em 20 de outubro.
Ligado ao Centro de Estudios de la Realidad Económica y Social (CERES), com sede em Cochabamba, o Chequea Bolivia estreou em fevereiro de 2019. “Nossa metodologia tem sido trabalhada com base nas experiências internacionais do assunto, temos trabalhado muito com o Chequeado da Argentina, o Verificado do México e várias organizações que já estão nisso há algum tempo. E nós estamos adaptando-os a uma metodologia que responde às nossas necessidades no país”, disse Juan Soruco, diretor da Chequea Bolivia, ao Centro Knight. Crédito:Reprodução Bolivia Verifica Por sua vez, o Bolivia Verifica começou em 1º de junho com o objetivo de “combater a desinformação e melhorar a participação democrática”. Uma de suas primeiras verificações foi de uma mensagem apócrifa, falsamente atribuída ao presidente da Bolívia, Evo Morales, que viralizou no país. Nela, o suposto presidente usa uma falsa conta no Twitter para parabenizar os traficantes de drogas Joaquín "El Chapo" Guzmán e Pablo Escobar pelo Dia do Professor, em 6 de junho. Morales não havia escrito essa mensagem, mas sim uma de felicitação a todos os professores.
“Vimos a necessidade de trabalhar na questão da verificação porque já era possível ter uma noção do que aconteceu com as famosas notícias falsas nos Estados Unidos, no Brasil e na Inglaterra. Assim surgiu a iniciativa de criar um observatório de notícias na Bolívia para o trabalho de acompanhamento nas eleições gerais”, disse César del Castillo Linares, editor geral do projeto, ao Centro Knight.
Durante 45 dias, a equipe do Bolivia Verifica recebeu treinamento de profissionais de checagem do portal argentino Chequeado , referência neste tipo de jornalismo. Além de Del Castillo, a equipe do Bolivia Verifica é formada por Javier Castaños Galarza, que dirige o projeto, e Gabriel Díez Lacunza, co-editor. Eles são acompanhados por um grupo de estudantes de jornalismo da Universidade Católica da Bolívia e da Universidade Franz Tamayo.
Para selecionar o conteúdo a ser verificado, a equipe usa parâmetros semelhantes aos de outros verificadores, como a taxa de viralização de conteúdo em redes sociais como o Facebook e o Twitter.O presidente Morales e Carlos Mesa, o segundo candidato nas pesquisas depois de Morales, são os alvos mais frequentes nas publicações checadas pelo Bolívia Verifica. O projeto também verifica as propostas dos programas do governo.
A conta do projeto no Facebook tem quase 2.000 seguidores. Um resumo semanal com as verificações mais relevantes é enviado para um banco de dados da Fundação para o Jornalismo, que tem quase 8 mil pessoas.Por enquanto, o projeto está programado para terminar no final de outubro. Se houver segundo turno (programado para 15 de dezembro), o período será ampliado.
Ligado ao Centro de Estudios de la Realidad Económica y Social (CERES), com sede em Cochabamba, o Chequea Bolivia estreou em fevereiro de 2019. “Nossa metodologia tem sido trabalhada com base nas experiências internacionais do assunto, temos trabalhado muito com o Chequeado da Argentina, o Verificado do México e várias organizações que já estão nisso há algum tempo. E nós estamos adaptando-os a uma metodologia que responde às nossas necessidades no país”, disse Juan Soruco, diretor da Chequea Bolivia, ao Centro Knight. Crédito:Reprodução Bolivia Verifica Por sua vez, o Bolivia Verifica começou em 1º de junho com o objetivo de “combater a desinformação e melhorar a participação democrática”. Uma de suas primeiras verificações foi de uma mensagem apócrifa, falsamente atribuída ao presidente da Bolívia, Evo Morales, que viralizou no país. Nela, o suposto presidente usa uma falsa conta no Twitter para parabenizar os traficantes de drogas Joaquín "El Chapo" Guzmán e Pablo Escobar pelo Dia do Professor, em 6 de junho. Morales não havia escrito essa mensagem, mas sim uma de felicitação a todos os professores.
“Vimos a necessidade de trabalhar na questão da verificação porque já era possível ter uma noção do que aconteceu com as famosas notícias falsas nos Estados Unidos, no Brasil e na Inglaterra. Assim surgiu a iniciativa de criar um observatório de notícias na Bolívia para o trabalho de acompanhamento nas eleições gerais”, disse César del Castillo Linares, editor geral do projeto, ao Centro Knight.
Durante 45 dias, a equipe do Bolivia Verifica recebeu treinamento de profissionais de checagem do portal argentino Chequeado , referência neste tipo de jornalismo. Além de Del Castillo, a equipe do Bolivia Verifica é formada por Javier Castaños Galarza, que dirige o projeto, e Gabriel Díez Lacunza, co-editor. Eles são acompanhados por um grupo de estudantes de jornalismo da Universidade Católica da Bolívia e da Universidade Franz Tamayo.
Para selecionar o conteúdo a ser verificado, a equipe usa parâmetros semelhantes aos de outros verificadores, como a taxa de viralização de conteúdo em redes sociais como o Facebook e o Twitter.O presidente Morales e Carlos Mesa, o segundo candidato nas pesquisas depois de Morales, são os alvos mais frequentes nas publicações checadas pelo Bolívia Verifica. O projeto também verifica as propostas dos programas do governo.
A conta do projeto no Facebook tem quase 2.000 seguidores. Um resumo semanal com as verificações mais relevantes é enviado para um banco de dados da Fundação para o Jornalismo, que tem quase 8 mil pessoas.Por enquanto, o projeto está programado para terminar no final de outubro. Se houver segundo turno (programado para 15 de dezembro), o período será ampliado.





