Para embaixador dos EUA, lei de mídia italiana dá margem à censura
Para embaixador dos EUA, lei de mídia italiana dá margem à censura
Atualizado em 14/12/2010 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
De acordo com telegramas da diplomacia norte-americana divulgados pelo site WikiLeaks, os EUA estavam preocupados com uma proposta de lei que regularia a internet na Itália. Segundo o jornal El País , para o embaixador norte-americano em Roma, David Thorne, a Lei Romani dá "margem para bloquear e censurar qualquer conteúdo" publicado na rede, e favoreceria "as empresas de [Silvio] Berlusconi em relação aos concorrentes".
A legislação entrou em vigor em março deste ano e regula o uso da web e os serviços de TV paga na Itália. A mensagem de Thorne data de 3 de fevereiro deste ano, e também citou um projeto preparado pelo poder Executivo que obrigaria blogueiros a ter carteira profissional de jornalista. O embaixador considerou a proposta "infame".
Thorne declarou que, caso os projetos do governo italiano fossem aprovados, representariam "um precedente para que países como a China" os copiassem ou o usassem como justificativa para seus "ataques à liberdade de expressão". Para o embaixador, a legislação sobre a web italiana não seria confiável, mesmo com as prerrogativas de proteger apenas os direitos do autor, combater a pirataria e harmonizar a regulação dos meios de comunicação.
De acordo com o El País , dois meses antes de o embaixador norte-americano enviar a correspondência a Washington (EUA), ele almoçou com Berlusconi e questionou-o a respeito de sua opinião sobre a internet. Como resposta, o premiê italiano teria dito que prioriza a liberdade, mas que sentia falta de controle "para prevenir o uso extremista das novas tecnologias".
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Imprensa Internacional (IPI, em inglês) na Itália constatou grande preocupação sobre o controle de mídias feito pelo primeiro-ministro e a politização da emissora de televisão pública RAI. Os resultados foram divulgados em novembro, e revelaram que a atuação de Bersluconi na mídia nacional teria "efeitos negativos sobre a diversidade e pluralidade das informações da televisão italiana".
No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
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A legislação entrou em vigor em março deste ano e regula o uso da web e os serviços de TV paga na Itália. A mensagem de Thorne data de 3 de fevereiro deste ano, e também citou um projeto preparado pelo poder Executivo que obrigaria blogueiros a ter carteira profissional de jornalista. O embaixador considerou a proposta "infame".
Thorne declarou que, caso os projetos do governo italiano fossem aprovados, representariam "um precedente para que países como a China" os copiassem ou o usassem como justificativa para seus "ataques à liberdade de expressão". Para o embaixador, a legislação sobre a web italiana não seria confiável, mesmo com as prerrogativas de proteger apenas os direitos do autor, combater a pirataria e harmonizar a regulação dos meios de comunicação.
De acordo com o El País , dois meses antes de o embaixador norte-americano enviar a correspondência a Washington (EUA), ele almoçou com Berlusconi e questionou-o a respeito de sua opinião sobre a internet. Como resposta, o premiê italiano teria dito que prioriza a liberdade, mas que sentia falta de controle "para prevenir o uso extremista das novas tecnologias".
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Imprensa Internacional (IPI, em inglês) na Itália constatou grande preocupação sobre o controle de mídias feito pelo primeiro-ministro e a politização da emissora de televisão pública RAI. Os resultados foram divulgados em novembro, e revelaram que a atuação de Bersluconi na mídia nacional teria "efeitos negativos sobre a diversidade e pluralidade das informações da televisão italiana".
No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
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