Para de chorar!
Para de chorar!
Atualizado em 16/03/2010 às 18:03, por
Alberto Chammas.
Na hora do circo que eu mais gosto, infelizmente aparecem lágrimas. A materialização que o governo precisava para usar o RIO/2016 como peça chave das eleições de 2010. O governador chorou como criança e foi usado como tal.
É difícil entender. Em um país repleto de necessidades, confesso, fui contra a realização dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo em nosso país. País carente de tudo. O ensino, saúde, transporte, salário, etc. Falta tudo e mais um pouco.
Quando do anúncio oficial da realização da Olimpíada no Brasil, comecei a rever meus conceitos. A preocupação inicial, e acredito de todo o brasileiro, é a questão da organização e gerenciamento dos recursos públicos. Mas, se existe tanto dinheiro para a organização e realização dos Jogos e Copa, vamos aproveitar e melhorar nossos hospitais, transporte, saúde, construção e comunicação, entre outros. O legado, como se afirma, poderá ser positivo.
O Brasil, após a Copa, começará a realmente respirar eventos esportivos em nosso solo. Os investimentos serão vistos a olho nu e a cobrança começará a ser mais realista. Mas é estranho que em plena realização de um sonho e da consolidação da estrutura para os eventos, surge um fato que pode afetar profundamente, até que provem o contrário, a realização, pelo menos no Rio de Janeiro: o tal repasse dos hoyalties do famoso e monstrengo pré-sal. Só poderá ser utilizado daqui uns sete ou 10 anos, e já causa.
Foi o ex-presidente - assim posso chamá-lo - Ibsen Pinheiro, que tem um currículo interessante, apresentar projeto, aprovado em Brasília, sobre a alteração do percentual dos estados produtores de petróleo para a casa cair. O Rio de Janeiro chora.
Literalmente, seu governador parece uma criança que perde um brinquedo, esse é arrancado da sua mão e ele chora. Mas, será que o adulto que tirou o brinquedo apareceu de repente e assim assustou a criança? Ou foi avisando, venha me traga esse brinquedo. Se a criança corresse com o brinquedo, tentando mostrar sua importância, ou se chorasse antes para impressionar, poderia ser a história diferente?
O problema parece que o buraco é realmente mais em cima e para o lado. Parece que é tudo cobra mandada. O projeto, a aprovação. Deixa todo mundo feliz, coloca em risco o maior, ou os maiores eventos já realizados nesse país, e ao apagar das luzes do seu governo, aparece o presidente, com um tom de quem é líder e resolve tudo. Dá a verba para os estados e com uma canetada resolve o problema das contas do Rio de Janeiro.
Assim, ganha mais popularidade, mais força e parte com tudo para a continuidade de seu governo, na gestão de novo presidente, usando, infelizmente, o esporte como ponto chave de uma campanha política. Lamentável!
Espero estar errado.
É difícil entender. Em um país repleto de necessidades, confesso, fui contra a realização dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo em nosso país. País carente de tudo. O ensino, saúde, transporte, salário, etc. Falta tudo e mais um pouco.
Quando do anúncio oficial da realização da Olimpíada no Brasil, comecei a rever meus conceitos. A preocupação inicial, e acredito de todo o brasileiro, é a questão da organização e gerenciamento dos recursos públicos. Mas, se existe tanto dinheiro para a organização e realização dos Jogos e Copa, vamos aproveitar e melhorar nossos hospitais, transporte, saúde, construção e comunicação, entre outros. O legado, como se afirma, poderá ser positivo.
O Brasil, após a Copa, começará a realmente respirar eventos esportivos em nosso solo. Os investimentos serão vistos a olho nu e a cobrança começará a ser mais realista. Mas é estranho que em plena realização de um sonho e da consolidação da estrutura para os eventos, surge um fato que pode afetar profundamente, até que provem o contrário, a realização, pelo menos no Rio de Janeiro: o tal repasse dos hoyalties do famoso e monstrengo pré-sal. Só poderá ser utilizado daqui uns sete ou 10 anos, e já causa.
Foi o ex-presidente - assim posso chamá-lo - Ibsen Pinheiro, que tem um currículo interessante, apresentar projeto, aprovado em Brasília, sobre a alteração do percentual dos estados produtores de petróleo para a casa cair. O Rio de Janeiro chora.
Literalmente, seu governador parece uma criança que perde um brinquedo, esse é arrancado da sua mão e ele chora. Mas, será que o adulto que tirou o brinquedo apareceu de repente e assim assustou a criança? Ou foi avisando, venha me traga esse brinquedo. Se a criança corresse com o brinquedo, tentando mostrar sua importância, ou se chorasse antes para impressionar, poderia ser a história diferente?
O problema parece que o buraco é realmente mais em cima e para o lado. Parece que é tudo cobra mandada. O projeto, a aprovação. Deixa todo mundo feliz, coloca em risco o maior, ou os maiores eventos já realizados nesse país, e ao apagar das luzes do seu governo, aparece o presidente, com um tom de quem é líder e resolve tudo. Dá a verba para os estados e com uma canetada resolve o problema das contas do Rio de Janeiro.
Assim, ganha mais popularidade, mais força e parte com tudo para a continuidade de seu governo, na gestão de novo presidente, usando, infelizmente, o esporte como ponto chave de uma campanha política. Lamentável!
Espero estar errado.






