Para César Maia, ao não concluir a matéria, O Dia conseguiu reportagem "mais contundente"

Para César Maia, ao não concluir a matéria, O Dia conseguiu reportagem "mais contundente"

Atualizado em 02/06/2008 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Para César Maia, ao não concluir a matéria, O Dia conseguiu reportagem "mais contundente"

O prefeito do Rio de Janeiro (RJ), César Maia, analisou, nesta segunda-feira (02), em seu "ex-blog", o episódio de seqüestro e tortura por que passou a equipe do jornal O Dia no último dia 14/05, e levado a público pelo diário no último sábado (31). Para Maia, o fato de os repórteres terem sido seqüestrados fez com que o fato se transformasse em uma reportagem "mais contundente", do que se eles tivessem narrado as relações de para-policiais com os moradores.

No post, o prefeito da capital fluminense fez um retrospecto que mostrava o início da atuação das milícias e a relação difícil que elas desenvolveram com os moradores das comunidades. "Desde o início dos anos 90, quando os traficantes que controlam comunidades deixaram de ter raízes nas mesmas, ocupando-as militarmente, passaram a ter uma relação de terror com os moradores. Com isso, aquilo que se dizia do 'efeito Robin Hood' da presença dos traficantes terminou. Por outro lado, a clandestinidade objetiva dos policiais fora de serviço, assassinados gratuitamente por traficantes por serem policiais, estimulou-os a encontrar local de moradia onde eles e suas famílias tivessem seguros".

Ainda de acordo com Maia, o fato de a equipe do O Dia não conseguir concluir a reportagem a que estavam destinados, acabou tendo um efeito mais efetivo do que se tivessem finalizado normalmente seus trabalhos, já que mostrou que "o direito de ir e vir inexistia e que as relações desses para-policiais ali, com os moradores, é também de terror. Portanto, um fato de extrema gravidade, pois reproduz a lógica do tráfico drogas, apenas trocando as fontes de receitas".

Foto: Divulgação

Leia mais

-

-