Para burlar controle russo, informações da Guerra são divulgadas no Google Maps
Usuários utilizaram avaliações de restaurantes para informar conflito na Ucrânia
Atualizado em 03/03/2022 às 11:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Com o sufocamento dos veículos de imprensa e mídias independentes que dão a real versão da ofensiva militar russa à Ucrânia pelo governo de Vladimir Putin, cidadãos de todos os lugares do mundo encontraram uma maneira de informar quem está no país sobre os acontecimentos da guerra: o Google Maps.
A ideia que surgiu no Twitter, e ganhou força no fórum Reddit é simples: no Google Maps, as avaliações passaram a conter atualizações sobre o conflito na Ucrânia. Crédito:Reprodução/CNET
Google Maps foi utilizado como meio de comunicação sobre a Guerra na Ucrânia O grupo de hacker Anonymous compartilhou o post, e pediu para que todas as avaliações fossem feitas com cinco estrelas, independente do que fosse postado, para não prejudicar o comércio local - "A não ser que seja um órgão do Estado russo, sinta-se livre para deixar 1 estrela", diz o post.
"O objetivo é levar informações para a população civil russa que está sendo enganada por Putin", finaliza.
A ação, porém, foi rapidamente detectada e interrompida. O Google suspendeu as avaliações em território russo ontem, e em nota enviada ao site especializado em tecnologia CNET, afirmou que, por ora, novas atualizações não estariam disponíveis.
"Devido a um aumento recente no conteúdo contribuído no Google Maps relacionado à guerra na Ucrânia, implementamos proteções adicionais para monitorar e impedir conteúdo que viole nossas políticas para o Maps, incluindo o bloqueio temporário de novas avaliações, fotos e vídeos na região", afirmou o porta-voz.
O Google não explicou por qual razão os comentários não estariam mais disponíveis. Os que já haviam sido postados também não aparecem mais, segundo relatos nas redes sociais. Uma nova tentativa foi feita no Yandex Maps, serviço semelhante muito usado na Rússia, mas ele também está sob censura.
Desde a última segunda-feira, os meios de comunicação estatais russos não podem mais anunciar no Google. Informações sobre trânsito e movimentação na Ucrânia foram desativadas, para, segundo a empresa, aumentar a segurança das comunidades locais.
A monetização de alguns canais no YouTube também foi pausada, e alguns canais estatais do país, como o Russia Today, foram bloqueados na Ucrânia por um pedido do governo do país.
O app do veículo de imprensa também não está mais disponível na loja de aplicativos, bem como suas atualizações foram bloqueadas.
Sufocamento da mídia
No início da semana, o órgão estatal responsável por regular a área de comunicações acusou dez veículos do país de distribuir informações falsas sobre a invasão da Ucrânia, chamada pelo Kremlin de "operação militar especial".
Os veículos deveriam remover o material publicado considerado como "ofensivo" pelo governo, sob ameaça de ter acesso restrito aos sites e recursos de mídia
Entre os veículos citados pelo órgão do governo de Vladimir Putin estão a estação de rádio Echo Moskvy, popular em Moscou, e o jornal Novaya Gazeta, cujo editor-chefe, Dmitry Muratov, dividiu o prêmio Nobel da Paz do ano passado com a jornalista flipina Maria Ressa, por sua defesa da liberdade de expressão.
A ideia que surgiu no Twitter, e ganhou força no fórum Reddit é simples: no Google Maps, as avaliações passaram a conter atualizações sobre o conflito na Ucrânia. Crédito:Reprodução/CNET
Google Maps foi utilizado como meio de comunicação sobre a Guerra na Ucrânia O grupo de hacker Anonymous compartilhou o post, e pediu para que todas as avaliações fossem feitas com cinco estrelas, independente do que fosse postado, para não prejudicar o comércio local - "A não ser que seja um órgão do Estado russo, sinta-se livre para deixar 1 estrela", diz o post. "O objetivo é levar informações para a população civil russa que está sendo enganada por Putin", finaliza.
A ação, porém, foi rapidamente detectada e interrompida. O Google suspendeu as avaliações em território russo ontem, e em nota enviada ao site especializado em tecnologia CNET, afirmou que, por ora, novas atualizações não estariam disponíveis.
"Devido a um aumento recente no conteúdo contribuído no Google Maps relacionado à guerra na Ucrânia, implementamos proteções adicionais para monitorar e impedir conteúdo que viole nossas políticas para o Maps, incluindo o bloqueio temporário de novas avaliações, fotos e vídeos na região", afirmou o porta-voz.
O Google não explicou por qual razão os comentários não estariam mais disponíveis. Os que já haviam sido postados também não aparecem mais, segundo relatos nas redes sociais. Uma nova tentativa foi feita no Yandex Maps, serviço semelhante muito usado na Rússia, mas ele também está sob censura.
Desde a última segunda-feira, os meios de comunicação estatais russos não podem mais anunciar no Google. Informações sobre trânsito e movimentação na Ucrânia foram desativadas, para, segundo a empresa, aumentar a segurança das comunidades locais.
A monetização de alguns canais no YouTube também foi pausada, e alguns canais estatais do país, como o Russia Today, foram bloqueados na Ucrânia por um pedido do governo do país.
O app do veículo de imprensa também não está mais disponível na loja de aplicativos, bem como suas atualizações foram bloqueadas.
Sufocamento da mídia
No início da semana, o órgão estatal responsável por regular a área de comunicações acusou dez veículos do país de distribuir informações falsas sobre a invasão da Ucrânia, chamada pelo Kremlin de "operação militar especial".
Os veículos deveriam remover o material publicado considerado como "ofensivo" pelo governo, sob ameaça de ter acesso restrito aos sites e recursos de mídia
Entre os veículos citados pelo órgão do governo de Vladimir Putin estão a estação de rádio Echo Moskvy, popular em Moscou, e o jornal Novaya Gazeta, cujo editor-chefe, Dmitry Muratov, dividiu o prêmio Nobel da Paz do ano passado com a jornalista flipina Maria Ressa, por sua defesa da liberdade de expressão.





