Para Assange, adiamento da viagem de Dilma aos EUA é um importante ato simbólico

Na última quarta-feira (18/9) o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, abordou as denúncias de espionagem envolvendo os Estados Unidos e países latino-americanos, especialmente o Brasil, em videoconferência no debate sobre o tema no Centro Cultural São Paulo.

Atualizado em 19/09/2013 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

fundador do WikiLeaks, Julian Assange, abordou as denúncias de espionagem envolvendo os Estados Unidos e países latino-americanos, especialmente o Brasil, em videoconferência no debate sobre o tema no Centro Cultural São Paulo. Segundo o jornalista, os brasileiros estão "sendo invadidos por uma jurisdição que está fazendo valer a sua lei no estrangeiro".


Crédito:Divulgação Jornalista aprovou cancelamento de viagem de Dilma aos EUA

De acordo com o G1, ao pontuar a decisão da presidente do Brasil em adiar a viagem que faria a Washington, Assange disse que foi um importante ato simbólico. A decisão de Dilma foi motivada pelas denúncias de que a agência de segurança norte-americana, a NSA, espionou a presidente, seus assessores e também a Petrobras, como revelou o “Fantástico”.


O ativista australiano afirmou que "há um colapso do Estado de direito no Ocidente" com a vigilância, e que "Obama perseguiu mais denunciantes, mais fontes jornalísticas, sob a lei de espionagem, do que duas vezes o número de presidentes combinadas."


Quanto a sua condição de estar asilado na embaixada do Equador, em Londres, ele disse que "é muito difícil ficar 500 dias numa embaixada, mas é um luxo, ao contrário de vocês que estão aí, eu não posso ser preso. É o lugar mais seguro do mundo para Julian Assange."

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