Papel social da mídia é tema de debate em Encontro Regional de jornalismo no MA
Papel social da mídia é tema de debate em Encontro Regional de jornalismo no MA
O papel social do jornalismo em tempos em que a informação pode ser acessada, lida, assistida e ouvida em diversas plataformas foi o tema do segundo Painel do II Encontro Regional de Jornalismo e Comunicação "Sua Aldeia no Planeta", realizado pela revista IMPRENSA, na cidade de São Luís (MA).
Sob o tema "A comunicação e o jornalismo como agente da sustentabilidade social, econômica e ambiental", palestraram Raimundo Borges ( O Imparcial ), Andréa Viana (Secretaria Municipal de Comunicação de São Luís) e Francisco Gonçalves (Universidade Federal do Maranhão), com moderação de Camila Meirelles (Alumar).
Andréa tratou da relação entre as assessorias de comunicação pública e as redações. Segundo ele, ao mesmo tempo em que as assessorias devem ser claros, informativos e entender que os jornalistas de redação não são inimigos, mas representantes da população, os jornalistas devem estar abertos a uma relação construtiva com órgãos do Poder Público. "As assessorias devem ser sinceras na medida em que nem sempre têm todas as informações, mas nunca deixar de ir atrás delas. Já a redação, deve entender que nem sempre existe má fé do Poder Público, quando não temos uma informação disponível naquele momento", disse.
Segundo ela, até o mês de setembro deste ano, cerca de quatro mil releases foram produzidos pela Secretaria de Comunicação de São Luís. "Acredito que o release possa pautar, mas não ser reproduzido simplesmente", completa a jornalista, que tem experiência anterior de trabalho em redação.
Busca de novos leitores
Raimundo Borges explicou a idéia que motivou a criação de um jornal popular, mantido pela equipe de O Imparcial . Trata-se do jornal Aqui , vendido a R$ 0,25, a proposta é de que a publicação incentive a criação do hábito de leitura de jornais na população carente do Maranhão. "Vendemos barato, não queremos lucro com o jornal. Ainda que a baixo custo, oferecemos um produto de qualidade, colorido, com matérias curtas, mas de conteúdo. Nossa intenção é incentivar a população mais carente do Maranhão a ler jornais. É como se fosse um 'start'. Muita gente começa a ler um livro depois de se acostumar com a leitura de gibis", disse.
| Thaís Naldoni |
| Camila Meirelles, Andréa Viana, Raimundo Borges e Francisco |
Borges conta, ainda, que, entre as pautas diárias do jornal está a cobertura dos acontecimentos dos locais onde as pessoas vivem, tais como festas de colégios de bairro, entre outros. "Muita gente entra em contato conosco para sugerir as matérias e as pautas, baseadas na realidade em que vivem", comenta.
O jornalista salienta a necessidade de veículos de baixo custo, em tempos em que, embora de se fale muito em internet e globalização da informação, a "revolução digital" ainda não atinge a todos. "Aqui no Maranhão, que é um Estado pobre, a internet não chega a maior parte da população. Isso deve ser observado", finaliza.
Tendo como gancho a fala de Borges, Francisco Gonçalves lembra a necessidade de que a população local se situe no conceito de globalização. Para ele, é importante que se saliente a falta de recursos da população do Maranhão, por exemplo, que faz com que o acesso à informação não seja uma regra no Estado. "Aqui em São Luís, por exemplo, não se pode afirmar que haja inclusão digital ou acesso livre à informação", afirma.
O II Encontro Regional de Jornalismo e Comunicação "Sua Aldeia no Planeta" acontece nos dias 15 e 16 de setembro, em São Luís (MA). O evento é realizado pela revista IMPRENSA, com parceria da Associação Maranhense de Imprensa, patrocínio da ALUMAR - Alcoa, e apoio de mídia da TV Mirante.
O evento é gratuito e aberto ao público. Para mais informações, .






