Paparazzi foram responsáveis por acidente, diz testemunha da morte de Diana
Paparazzi foram responsáveis por acidente, diz testemunha da morte de Diana
Jacques Morel, testemunha no caso da morte da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al Fayed, declarou ao júri, nesta quinta-feira (25), que paparazzi atraíram o carro que levava o casal para o túnel de Paris onde aconteceu a batida.
Diana, o namorado Al Fayed e o motorista Henri Paul morreram na madrugada de 31 de agosto de 1997, depois de o carro em que estavam bater contra um pilar do túnel. Eles saíam do hotel Ritz e eram perseguidos por fotógrafos.
Morel, que está escrevendo um livro sobre sua teoria da conspiração, disse aos jurados que havia um plano dos fotógrafos para parar o carro de Diana dentro do túnel, de modo que eles conseguissem uma história exclusiva. Morel afirmou ao tribunal, por videoconferência, que viu fotógrafos esperando o Mercedes na entrada do túnel antes da batida, e que o mentor da trama era o fotógrafo francês James Andanson.
Ele afirmou que sua teoria também se baseia num "arquivo explosivo" a que ele teve acesso, mas que não apresentou ao júri. Segundo ele, o objetivo do plano era conseguir um furo.
Para Richard Horwell, advogado da polícia, Morel quer vender o máximo de livros possível. "Imagino, sr. Morel, que o senhor não tem nenhum interesse na verdade", disse ele à testemunha.
Investigações conduzidas pela polícia britânica e francesa concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente, causado pelo excesso de velocidade e pelo fato de o motorista estar embriagado. O inquérito judicial se realiza em Londres. Outras testemunhas presentes no local da batida foram ouvidas. Com informações da Reuters.






