Papai Noel mais midiático do Brasil dá bronca na imprensa e pede pautas mais criativas
Faltando exatamente uma semana para o Natal, crianças de todo o mundo aguardam ansiosas a visita do bom velhinho. No Brasil, a missão ficarápor conta de Silvio Ribeiro, o Papai Noel mais antigo do País, ainda em atividade.
Atualizado em 18/12/2013 às 16:12, por
Danubia Paraizo.
São quase 50 anos trajando a típica roupa, o que lhe garantiu dezenas de entrevistas para os mais diversos meios de comunicação. Mas, apesar da grande visibilidade, o Bom Velhinho anda com bronca da mídia e se diz cansado de responder sempre as mesmas perguntas. “Sua barba pinica?”, “Quanto ganha?” e “Sua roupa é muito quente?”
Crédito:Divulgação Papai Noel Silvio Ribeiro é o mais antigo ainda em atividade do Brasil Ele garante que já tentou sugerir pautas mais criativas, sem sucesso. Muito preocupado em conscientizar as crianças sobre diversidade racial, diz que seu sonho é poder viver um dia de Papai Noel negro para conversar com os pequenos. “Seria uma reportagem séria sobre preconceito. Minha ideia era viver um dia de Papai Noel negro circulando pelas ruas para captar a reação das crianças, como elas me enxergariam. Tudo isso acompanhado por uma psicopedagoga. Sugeri essa pauta para inúmeros veículos, mas todos rejeitaram”, lamenta. “É uma pena. Como fica a criança negra? Como ela se sentiria representada por um Papai Noel negro se já está cristalizado na mente dela que ele precisa ser branco e de olhos claros?”.
Entre uma e outra entrevista, Papai Noel ainda encontra espaço na agenda para fazer às vezes de repórter nesta época do ano. Já fez até matéria investigativa. Em reportagem exibida pela TV Record, ele entrevistou as crianças que moravam próximas de um esgoto a céu aberto, localizado no bairro Jardim Papai Noel, em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Para outra emissora que prefere não revelar, foi repórter na Rua 25 de março, mas a experiência não foi das melhores. “Não aprovei muito uma das perguntas da pauta. Tinha que perguntar o seguinte: ‘Com toda essa crise ainda sobra dinheiro para comprar presente?’ Gravamos uma sete ou oito entrevistas, mas só perguntei isso da primeira vez”, confessa.
Crédito:Divulgação Papai Noel como "Repórter por 1 Dia", do "Fantástico" A repórter que acompanhou o Bom Velhinho tentou convencê-lo a fazer a pergunta, mas Papai Noel bateu o pé. “Como assim crise? A rua estava lotada e as pessoas estavam cheias de compras e felizes. Que mania que a imprensa tem de colocar crise em tudo. Para quê tanto pessimismo? Isso vai contagiando todo mundo, que começa a repetir que está mesmo tudo muito ruim”.
Com a experiência de quem já recebeu os mais exóticos pedidos de presente de Natal, Papai Noel diz que o lado emocional de sua profissão é muito pouco abordado. Segundo ele, se a imprensa lhe fizesse as perguntas certas teria uma série de boas histórias para contar. Casos como de um garotinho de, no máximo doze anos, que sem cerimônias pediu um revólver de verdade para matar o próprio pai. “O que fazer em uma situação dessas? Meu trabalho é como o de um conselheiro, um verdadeiro amigo das crianças. Elas desabafam, contam seus problemas”.
Em uma outra ocasião, uma menina de 9 ou 10 anos chegou até ele muito triste, aos prantos. Havia acabado de perder a mãe e pediu a Papai Noel que desse recados à mãe no céu. “A gente tem essa mania de mandar não chorar, mas não é nada disso, todo mundo precisa desabafar”.
Essas e outras histórias serão contadas em seu livro, previsto para 2014, data em que comemorará 47 anos como Papai Noel. “Não tenho pressa, quero fazer algo bem feito, mas pretendo terminá-lo ainda este ano”, finaliza.
Silvio Ribeiro é membro da (I.O.S.), confraria com sede nos Estados Unidos, que congrega papais noéis do mundo todo, trocando vivências e informações. Além disso, representou o Brasil em dois congressos internacionais de papais noéis.
Para entrar em contato com o Papai Noel, não precisa só escrever uma cartinha. Basta acessar seu blog, .
Crédito:Divulgação Papai Noel Silvio Ribeiro é o mais antigo ainda em atividade do Brasil Ele garante que já tentou sugerir pautas mais criativas, sem sucesso. Muito preocupado em conscientizar as crianças sobre diversidade racial, diz que seu sonho é poder viver um dia de Papai Noel negro para conversar com os pequenos. “Seria uma reportagem séria sobre preconceito. Minha ideia era viver um dia de Papai Noel negro circulando pelas ruas para captar a reação das crianças, como elas me enxergariam. Tudo isso acompanhado por uma psicopedagoga. Sugeri essa pauta para inúmeros veículos, mas todos rejeitaram”, lamenta. “É uma pena. Como fica a criança negra? Como ela se sentiria representada por um Papai Noel negro se já está cristalizado na mente dela que ele precisa ser branco e de olhos claros?”.
Entre uma e outra entrevista, Papai Noel ainda encontra espaço na agenda para fazer às vezes de repórter nesta época do ano. Já fez até matéria investigativa. Em reportagem exibida pela TV Record, ele entrevistou as crianças que moravam próximas de um esgoto a céu aberto, localizado no bairro Jardim Papai Noel, em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Para outra emissora que prefere não revelar, foi repórter na Rua 25 de março, mas a experiência não foi das melhores. “Não aprovei muito uma das perguntas da pauta. Tinha que perguntar o seguinte: ‘Com toda essa crise ainda sobra dinheiro para comprar presente?’ Gravamos uma sete ou oito entrevistas, mas só perguntei isso da primeira vez”, confessa.
Crédito:Divulgação Papai Noel como "Repórter por 1 Dia", do "Fantástico" A repórter que acompanhou o Bom Velhinho tentou convencê-lo a fazer a pergunta, mas Papai Noel bateu o pé. “Como assim crise? A rua estava lotada e as pessoas estavam cheias de compras e felizes. Que mania que a imprensa tem de colocar crise em tudo. Para quê tanto pessimismo? Isso vai contagiando todo mundo, que começa a repetir que está mesmo tudo muito ruim”.
Com a experiência de quem já recebeu os mais exóticos pedidos de presente de Natal, Papai Noel diz que o lado emocional de sua profissão é muito pouco abordado. Segundo ele, se a imprensa lhe fizesse as perguntas certas teria uma série de boas histórias para contar. Casos como de um garotinho de, no máximo doze anos, que sem cerimônias pediu um revólver de verdade para matar o próprio pai. “O que fazer em uma situação dessas? Meu trabalho é como o de um conselheiro, um verdadeiro amigo das crianças. Elas desabafam, contam seus problemas”.
Em uma outra ocasião, uma menina de 9 ou 10 anos chegou até ele muito triste, aos prantos. Havia acabado de perder a mãe e pediu a Papai Noel que desse recados à mãe no céu. “A gente tem essa mania de mandar não chorar, mas não é nada disso, todo mundo precisa desabafar”.
Essas e outras histórias serão contadas em seu livro, previsto para 2014, data em que comemorará 47 anos como Papai Noel. “Não tenho pressa, quero fazer algo bem feito, mas pretendo terminá-lo ainda este ano”, finaliza.
Silvio Ribeiro é membro da (I.O.S.), confraria com sede nos Estados Unidos, que congrega papais noéis do mundo todo, trocando vivências e informações. Além disso, representou o Brasil em dois congressos internacionais de papais noéis.
Para entrar em contato com o Papai Noel, não precisa só escrever uma cartinha. Basta acessar seu blog, .





