Pais de jornalista desaparecido na Síria criticam postura do governo dos EUA
Artigo publicado pelo jornal onde Austin Tice trabalhava pede que Obama reveja a polítia no tratamento de sequestros internacionais.
Atualizado em 15/12/2014 às 19:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os pais de Austin Tice, jornalista norte-americano sequestrado em 2012 na Síria, publicaram um artigo no último domingo (14/12) no qual criticam a postura do governo dos EUA no caso de seu filho. Para Marc e Debra Tice, a Casa Branca deve rever a forma como o país lida com sequestros internacionais.
De acordo com o texto, publicado pelo jornal McClatchy , várias agências diferentes coordenam casos de cidadãos norte-americanos desaparecidos no mundo, mas sem consenso entre as operações. Isso gera um grande volume de informações repetidas e contraditórias, dificultando as investigações e levando angústia às famílias.
"Como parte de uma política de reféns eficiente, o gabinete do Diretor Nacional de Inteligência precisa coordenar os esforços entre todas as agências envolvidas - tanto para melhorar o fluxo de informação entre elas quando para evitar redundâncias. [...] Essas agências precisam ser alinhadas com um só objetivo primário: o retorno seguro de um americano para casa", dizem os pais de Austin.
No texto, eles pedem que essas questões sejam debatidas com os familiares, assim como casos que envolvem o pagamento de um resgate. Além disso, Marc e Debra criticam a burocracia que impede a família de administrar as contas virtuais de uma pessoa desaparecida, evitando fraudes e assegurando sigilo das informações.
"Enfrentamos uma série de obstáculos enquanto batalhamos para proteger sua identidade online, suas contas no banco, congelar suas dívidas e, de alguma maneira, tentar nos assegurar de que ele tenha uma vida quando voltar para casa. É necessário que haja uma política que suspenda obrigações como aluguel, empréstimos e seguros, assim como uma que preserve um número telefônico", escreveram.
Austin Dice trabalhava como freelancer para o Washington Post cobrindo o conflito armado na Síria quando foi sequestrado, há dois anos. A única notícia que a família teve do jornalista foi um vídeo divulgado por um grupo sírio que o mostrava capturado e de olhos vendados, semanas após seu desaparecimento.
Assista:
De acordo com o texto, publicado pelo jornal McClatchy , várias agências diferentes coordenam casos de cidadãos norte-americanos desaparecidos no mundo, mas sem consenso entre as operações. Isso gera um grande volume de informações repetidas e contraditórias, dificultando as investigações e levando angústia às famílias.
"Como parte de uma política de reféns eficiente, o gabinete do Diretor Nacional de Inteligência precisa coordenar os esforços entre todas as agências envolvidas - tanto para melhorar o fluxo de informação entre elas quando para evitar redundâncias. [...] Essas agências precisam ser alinhadas com um só objetivo primário: o retorno seguro de um americano para casa", dizem os pais de Austin.
No texto, eles pedem que essas questões sejam debatidas com os familiares, assim como casos que envolvem o pagamento de um resgate. Além disso, Marc e Debra criticam a burocracia que impede a família de administrar as contas virtuais de uma pessoa desaparecida, evitando fraudes e assegurando sigilo das informações.
"Enfrentamos uma série de obstáculos enquanto batalhamos para proteger sua identidade online, suas contas no banco, congelar suas dívidas e, de alguma maneira, tentar nos assegurar de que ele tenha uma vida quando voltar para casa. É necessário que haja uma política que suspenda obrigações como aluguel, empréstimos e seguros, assim como uma que preserve um número telefônico", escreveram.
Austin Dice trabalhava como freelancer para o Washington Post cobrindo o conflito armado na Síria quando foi sequestrado, há dois anos. A única notícia que a família teve do jornalista foi um vídeo divulgado por um grupo sírio que o mostrava capturado e de olhos vendados, semanas após seu desaparecimento.
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