Pais de James Foley afirmam que governos precisam dialogar com o Estado Islâmico
Familiares do jornalista americano decapitado pelo grupo extremista consideram a negociação como uma alternativa inevitável aos governos.
Atualizado em 10/10/2014 às 17:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os pais do jornalista norte-americano James Foley afirmaram que os Estados Unidos e aliados que possuem cidadãos em poder do Estado Islâmico (EI) precisam dialogar com os extremistas se quiserem salvar os reféns que estão sob a mira do grupo. Nesta sexta-feira (10/10), os familiares do repórter degolado pelo grupo jihadista voltaram a questionar a eficácia da política de não negociação imposta pelas autoridades.
Crédito:Reprodução/ Daily News Pais do jornalista defendem negociação para libertar reféns em poder do Estado Islâmico
Segundo a AFP, o casal foi entrevistado pela emissora francesa Europa 1 e foi indagado sobre o caso do filho decapitado em agosto passado pelo EI. "No fim das contas, acredito que teremos que negociar. Esta situação não vai se solucionar com intervenções militares, portanto, cedo ou tarde, será preciso falar", disse John Foley, que já havia admitido a necessidade de acordos
"Evidentemente, tudo isso deve levar nosso país e outros países a reexaminar as políticas que são aplicadas em matéria de negociação, especialmente com os terroristas", considerou Diane Foley, ãe do refém assassinado. Durante a reportagem, a dupla foi confrontada com perguntas sobre como os Estados Unidos podem agir para tentar salvar outro americano, Peter Kassig, ameaçado pelo EI.
Além de Washington, o Reino Unido também evita acordos com o grupo. Na visão de ambos, pagar a libertação de um sequestrado pode ser um instrumento utilizado pelos terroristas para alimentar seu caixa financeiro. Porém, tal posicionamento pode vitimar vidas inocentes, como a de Foley. Diane disse, no mês passado, que os esforços da família eram vistos como um incômodo pelas autoridades.
No entanto, ela garantiu que foi feito o possível para salvar o jornalista. "Acredito que nosso governo fez o que pôde para encontrar um meio de libertar nosso filho", afirmou. Para John, é difícil saber se o pagamento de um resgate poderia salvar o repórter, mas estimou que "de qualquer forma não custava nada negociar, tentar iniciar negociações" com o grupo extremista Estado Islâmico.
"Essa gente precisa ser compreendida (...) Acredito que devemos falar com eles, devemos estudá-los", acrescenta Diane. Sequestrado no final de 2012 no norte da Síria, o jornalista freelancer fazia a cobertura do conflito civil na região para o grupo de imprensa americano GlobalPost, para a Agence France-Presse (AFP) e para outros meios de comunicação.
Foley foi o primeiro refém ocidental decapitado pelos fundamentalistas, no dia 19 de agosto. Os familiares do repórter estão na França para participar de uma homenagem ao seu filho e a outros profissionais de comunicação mortos nos últimos meses em zonas de conflito, por ocasião da entrega do Prêmio Bayeux de correspondentes de guerra.
Crédito:Reprodução/ Daily News Pais do jornalista defendem negociação para libertar reféns em poder do Estado Islâmico
Segundo a AFP, o casal foi entrevistado pela emissora francesa Europa 1 e foi indagado sobre o caso do filho decapitado em agosto passado pelo EI. "No fim das contas, acredito que teremos que negociar. Esta situação não vai se solucionar com intervenções militares, portanto, cedo ou tarde, será preciso falar", disse John Foley, que já havia admitido a necessidade de acordos
"Evidentemente, tudo isso deve levar nosso país e outros países a reexaminar as políticas que são aplicadas em matéria de negociação, especialmente com os terroristas", considerou Diane Foley, ãe do refém assassinado. Durante a reportagem, a dupla foi confrontada com perguntas sobre como os Estados Unidos podem agir para tentar salvar outro americano, Peter Kassig, ameaçado pelo EI.
Além de Washington, o Reino Unido também evita acordos com o grupo. Na visão de ambos, pagar a libertação de um sequestrado pode ser um instrumento utilizado pelos terroristas para alimentar seu caixa financeiro. Porém, tal posicionamento pode vitimar vidas inocentes, como a de Foley. Diane disse, no mês passado, que os esforços da família eram vistos como um incômodo pelas autoridades.
No entanto, ela garantiu que foi feito o possível para salvar o jornalista. "Acredito que nosso governo fez o que pôde para encontrar um meio de libertar nosso filho", afirmou. Para John, é difícil saber se o pagamento de um resgate poderia salvar o repórter, mas estimou que "de qualquer forma não custava nada negociar, tentar iniciar negociações" com o grupo extremista Estado Islâmico.
"Essa gente precisa ser compreendida (...) Acredito que devemos falar com eles, devemos estudá-los", acrescenta Diane. Sequestrado no final de 2012 no norte da Síria, o jornalista freelancer fazia a cobertura do conflito civil na região para o grupo de imprensa americano GlobalPost, para a Agence France-Presse (AFP) e para outros meios de comunicação.
Foley foi o primeiro refém ocidental decapitado pelos fundamentalistas, no dia 19 de agosto. Os familiares do repórter estão na França para participar de uma homenagem ao seu filho e a outros profissionais de comunicação mortos nos últimos meses em zonas de conflito, por ocasião da entrega do Prêmio Bayeux de correspondentes de guerra.





