Painel do LID& destaca importância do jornal O Homem do Povo e a qualidade dos textos de Oswald
O segundo painel do LID&, "Jornalismo antropofágico: lições do modernismo", contou com a presença do escritor e jornalista Fernando Jorge e do crítico literário e jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia Galvão, a Pagu, uma das esposas de Oswald de Andrade.
Geraldo Galvão destacou a importância do jornal O Homem do Povo, criado por Oswald e Pagu. "O jornal o homem do povo marcou uma herança que veio se concretizar muitos anos depois. O jornal teve, na sua pouca duração, uma parcela de talento só encontrada em O Pasquim, muito depois" avaliou.
Fernando Jorge falou sobre o tempo em que conviveu com Oswald, de quem foi amigo. "Oswald sentia-se injustiçado porque a nova geração só enxergava nele um piadista", explicou. Fernando disse também que tinha o projeto de escrever uma biografia de Oswald e que, ao longo dos anos de convivência, anotou em um caderno diversas frases inéditas do escritor como: "A voz do Juscelino Kubitschek soa como a de uma aeromoça que avisa quando o avião vai decolar ou pousar".
Por fim, destacou a real importância do escritor modernista. "Devemos fazer justiça a Oswald. Ele não era apenas piadista. Era sarcástico e escrevia muito bem. Oswald e os modernistas de 1922 contribuíram muito para fazer com que, nas publicações, passassem a predominar mais o substantivo do que os adjetivos. Considero Oswald um clássico da literatura brasileira e um exemplo a ser seguido pelos jovens escritores", finalizou.






