Pai de menino sírio afogado e rainha da Jordânia criticam charge do "Charlie Hebdo"

O pai do menino sírio Aylan Kurdi, morto na praia turca de Bodrum após fugir de seu país, classificou a charge publicada pelo semanário satírico francês na semana passada de "inumana e imoral".

Atualizado em 18/01/2016 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:reprodução Abdullah Kurdi associou o desenho aos atos dos "terroristas e criminosos de guerra que assassinam pessoas inocentes"
De acordo com a agência de notícias Ansa, Abdullah Kurdi associou o desenho aos atos dos "terroristas e criminosos de guerra que assassinam pessoas inocentes ou as obrigam a deixar o próprio país". "Hoje eu estou mais triste do que quando o perdi", declarou.
A ilustração, assinada pelo editor Laurent "Riss" Sourisseau, mostra dois homens com rostos de animais correndo atrás de mulheres e questiona: "No que teria se transformado o pequeno Aylan se ele tivesse crescido?".
A própria publicação responde: "Apalpador de bundas na Alemanha", referindo-se aos recentes casos de agressões sexuais na Alemanha.
Rainha da Jordânia responde charge A rainha Rania, da Jordânia, usou suas contas no Facebook e Twitter para a charge. Ela publicou um desenho do caricaturista jordaniano Osama Hajjaj, em que apresenta ao lado de Aylan um menino mais velho usando uma mochila escolar e, depois, um médico.
Segundo a AFP, o traço foi publicado em árabe, inglês e francês com a mesma pergunta inicial da caricatura do jornal francês: "No que teria se transformado o pequeno Aylan se tivesse crescido?". A rainha respondeu: "Aylan poderia ter sido médico, professor ou pai carinhoso".
Aylan Kurdi, de apenas três anos, foi encontrado morto na Turquia após o barco em que estava com a família ter naufragado enquanto tentava chegar à Grécia. Junto com o menino, morreram seu irmão mais velho e sua mãe. Somente o pai sobreviveu.
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