Pai de Assange visita o Brasil para lançamento de documentário sobre luta pela liberdade do fundador do Wikileaks

Pai de Julian Assange, John Shipton vem esta semana ao Brasil para o lançamento do documentário "Ithaka - A Luta de Julian Assange"

Atualizado em 21/08/2023 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Pai de Julian Assange, John Shipton vem esta semana ao Brasil para o lançamento do documentário "Ithaka - A Luta de Julian Assange", que chega aos cinemas em 31 de agosto.

O longa retrata a luta da família de Assange para libertar o fundador do Wikileaks, cuja detenção em uma prisão britânica de segurança máxima, para onde ele foi enviado após 7 anos de confinamento na embaixada do Equador no Reino Unido, completou 4 anos em abril último.
Assim como entidades de defesa da liberdade de imprensa, o pai de Assange tem lutado para que o filho não seja extraditado para os Estados Unidos, onde pode ser condenado a até 175 anos de prisão. Crédito: Reprodução FSP Pai de Julian Assange, John Shipton tem percorrido o mundo para denunciar perseguição judicial ao fundador do Wikileaks Na sua passagem pelo Brasil, John Shipton participa de um evento realizado no dia 25 de agosto, a partir das 18h, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que fica na cidade do Rio de Janeiro.
Abusos

Além de ter publicado no Wikileaks documentos sobre crimes de guerra praticados pelos EUA e países aliados no Iraque e Afeganistão, Assange divulgou informações confidenciais que revelaram que o governo americano espionou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), além de assessores e ministros de seu governo.
O Wikileaks também divulgou um vídeo que mostra a execução, por militares americanos a bordo de um helicóptero dos EUA no Iraque, em 2007, de pelo menos 18 civis, incluindo dois jornalistas da agência Reuters.
Os documentos vazados por Assange foram publicados em jornais de vários países, incluindo o Brasil. Para especialistas em liberdade de imprensa, a condenação de Assange representa um ataque ao exercício jornalístico.
Em dezembro do ano passado, alguns dos principais veículos de imprensa mundiais publicaram um documento solicitando ao governo dos Estados Unidos a anulação do processo.
Assinaram a carta, dentre outros, Guardian, New York Times, El País, Le Monde e a revista alemã Der Spiegel. Todos estes veículos publicaram reportagens baseadas no material fornecido pelo Wikileaks.

Com base na Lei de Espionagem, o governo americano acusa Assange de 17 crimes. Em junho de 2022, a Justiça britânica aprovou a extradição do jornalista para os EUA. A medida agora depende do julgamento na Suprema Corte local de um último recurso apresentado pela defesa do jornalista.