SJSC - Manifestação em Joinville provoca repercussão instantânea

SJSC - Manifestação em Joinville provoca repercussão instantânea

Atualizado em 26/07/2006 às 11:07, por Fonte - Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina.

SJSC - Manifestação em Joinville provoca repercussão instantânea Manifestação realizada na tarde de ontem (25/07) em frente e dentro do prédio do jornal A Notícia , em Joinville, agitou jornalistas e patrões. Diretores do Sindicato distribuíram panfletos na redação e em uma reunião de editores. O objetivo foi informar aos jornalistas que a campanha salarial até agora não foi finalizada porque os patrões insistem na cláusula do banco de horas. A manifestação também pedia aos profissionais que enviem mensagens à Presidência da República defendendo a sanção do PL 79/2004.

A potência do carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos, usado na manifestação em frente ao jornal, chamou a atenção de todos que estavam próximos à redação. Após deixar a sede do jornal os diretores do SJSC foram ao Centreventos Cau Hansen - onde está sendo realizado o Festival de Dança de Joinville - distribuir panfletos e conversar com jornalistas e populares. Na sala de imprensa, profissionais de outros estados e países foram alertados das dificuldades que os jornalistas catarinenses vem encontrando para obter uma reposição salarial. A todos também foi solicitado que defendam o projeto que amplia as funções exclusivas de jornalistas. A população foi alertada a respeito da campanha difamatória que as empresas de comunicação movem contra o Projeto de Lei.

Preocupação

O diretor do jornal A Notícia e presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas de Santa Catarina, Moacir Tomazi, incomodado com o protesto dos jornalistas, chegou a ligar para o presidente do SJSC. Rubens Lunge, que está hospitalizado em Concórdia devido a acidente automobilístico, teve dificuldades de conversar com Tomazi, pois está com o maxilar quebrado. O diretor de A Notícia disse ao presidente do SJSC não entender a posição do Sindicato, que primeiro não aceita o Acordo e depois faz manifestação. Lunge explicou que o problema que fez os jornalistas - e não o Sindicato - rejeitar o Acordo é a cláusula que busca instituir o banco de horas. Disse também que, caso essa cláusula seja retirada, a assinatura do acordo estaria garantida. Mas Tomazi não deu sinal de que os empresários estariam dispostos a abrir mão do banco de horas. O advogado do Grupo RBS, Ary dos Santos, também ligou para uma diretora do Sindicato, buscando informações sobre a manifestação em Joinville.