SJPRS: Sindicato manifesta-se sobre venda da Rádio e TV Guaíba para a Igreja Universal

SJPRS: Sindicato manifesta-se sobre venda da Rádio e TV Guaíba para a Igreja Universal

Atualizado em 26/02/2007 às 17:02, por Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul.

SJPRS: Sindicato manifesta-se sobre venda da Rádio e TV Guaíba para a Igreja Universal A venda da concessão pública da Rádio Guaíba AM, Rádio Guaíba FM e TV Guaíba para a Igreja Universal, proprietária da Record, mostra mais uma vez como os empresários e o Governo tratam a Comunicação no Brasil: um negócio como outro qualquer, altamente rentável, sem nenhuma responsabilidade ou compromisso social. Todos sabem que a operação de emissoras de rádio e TV dependem de concessão pública definida e delimitada em lei federal.

Se, por qualquer razão, o permissionário não está mais interessado em operar, deve devolver sua licença ao Ministério das Comunicações e negociar apenas o patrimônio físico - prédios e equipamentos. Neste caso, como em todos os "negócios" que ocorrem no Brasil, os donos da mídia privada vendem as concessões públicas com toda a liberdade e cumplicidade do Governo Federal. Ganham dinheiro com o que não é seu, mas de toda a sociedade brasileira. Pergunta-se: para que serve a lei?

A entrada da Rede Record no Rio Grande do Sul reforça a supremacia da produção das grandes redes nacionais em detrimento das emissoras de programação de conteúdo local e regional, outra distorção típica da Comunicação no Brasil. A venda, estimada em R$100 milhões, encaminha questões que os envolvidos no negócio devem esclarecer à sociedade o mais breve possível:

- Quando a Rede Record começa a operar a TV e as rádios?
- Como ficará o contrato da rede paulista com a TV Pampa?
- A Rede Record investirá em produções locais ou se limitará a transmitir os eventos religiosos da Igreja Universal?
- A TV Pampa se tornará uma emissora independente ou vai negociar a entrada em uma nova rede nacional?

E, também de suma importância, como ficarão os empregos dos colegas jornalistas e radialistas que hoje trabalham nas emissoras envolvidas no negócio? Para buscar respostas a essas perguntas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está solicitando à direção da Rede Record, em São Paulo, uma reunião para saber da empresa como será o processo de implantação em Porto Alegre, e que encaminhamentos dará a estas questões.

* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul