SindjornAL: Paralisação no Tribuna de Alagoas completa 4 dias

SindjornAL: Paralisação no Tribuna de Alagoas completa 4 dias

Atualizado em 29/01/2007 às 15:01, por Fonte - Sindicato dos Jornalistas de Alagoas.

SindjornAL: Paralisação no Tribuna de Alagoas completa 4 dias A greve dos jornalistas e gráficos da Tribuna de Alagoas completa quatro dias nesta segunda-feira (29/01), sem que os arrendatários e diretores da empresa tenham solucionado os atrasos de salário. Os trabalhadores estão concentrados na frente do jornal desde a última sexta-feira, mas não receberam uma proposta que contemple as suas principais reivindicações: pagamento dos salários de dezembro, conclusão do pagamento de novembro, conclusão do 13º salário, data para o pagamento de janeiro e pagamento das indenizações para 40 funcionários demitidos.

A única proposta feita pela empresa, no final da tarde de sexta-feira, foi rechaçada pelos trabalhadores. A diretoria queria pagar apenas os salários de dezembro para jornalistas e gráficos, sendo uma parte em dinheiro e outra em cheques sem fundos. Além de deixar alguns jornalistas esperando a cobertura dos cheques, a proposta excluía do pagamento de dezembro os funcionários da área administrativa e os 40 trabalhadores demitidos, que são os mais necessitados.

Os jornalistas e gráficos prometem intensificar o movimento grevista a partir desta segunda-feira caso a empresa não reabra as negociações e apresente uma proposta decente para saldar as pendências salariais e trabalhistas. Estão previstas manifestações para cobrar dos donos e arrendatários da Tribuna de Alagoas o pagamento dos débitos e a retomada do jornal, que se encontra em estado de abandono. "Se o governador Ronaldo Lessa e o industrial Robert Lyra não se interessam mais pela empresa, que passe ela adiante. Afinal, estão em jogo dezenas de postos de trabalho e a sobrevivência de várias famílias", acrescenta o presidente do Sindjornal (Sindicato dos jornalistas de Alagoas).

O ex-governador Ronaldo Lessa e o empresário Robert Lyra - filho do industrial Carlos Lyra - arrendaram a Tribuna de Alagoas há cerca de três anos junto aos irmãos de Paulo César Farias - o PC. Lessa e Lyra entraram na operação extra-oficialmente, nomeando para a superintendência da empresa o ex-presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, Marcus Vasconcelos, e para a diretoria Administrativa um dos assessores do Grupo Carlos Lyra, Lucas Normande. Na época foi criada a empresa Editora Tribuna de Notícias (ETN), que incorporou os empregados do antigo Jornal Tribuna de Alagoas. Há cerca de um ano, Marcus Vasconcelos foi substituído na superintendência por Geraldo Lessa, irmão do ex-governador, e Lucas Normande afastou-se informalmente da diretoria administrativa para assumir uma secretaria na Prefeitura de Delmiro Gouveia. Mais de 90% da ETN está em nome de Normande, assessor e representante de Robert Lyra.

Além de manifestações públicas para cobrar os salários atrasados e o pagamento das indenizações trabalhistas, os trabalhadores da Tribuna de Alagoas e suas entidades sindicais vão procurar a partir desta segunda-feira o apoio de órgãos estaduais e federais, sobretudo os de fiscalização, a exemplo do Ministério Público. O Sindjornal, que já acionou a Justiça para cobrar as indenizações trabalhistas dos demitidos, quer que a Procuradoria Regional do Trabalho destaque um procurador para acompanhar todo o caso.