Segunda-feira: Fernando Gabeira e Manuela D´Ávila visitam acampamento da UNE no Rio

Segunda-feira: Fernando Gabeira e Manuela D´Ávila visitam acampamento da UNE no Rio

Atualizado em 09/02/2007 às 18:02, por Fonte: Assessoria de imprensa.

Segunda-feira: Fernando Gabeira e Manuela D´Ávila visitam acampamento da UNE no Rio

Nesta segunda-feira (12/02), às 9h30, os deputados federais Fernando Gabeira (PV-RJ) e Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) participarão de um ato público em apoio aos estudantes da UNE acampados desde o dia 1º de fevereiro no terreno da Praia do Flamengo, nº 132, no Rio de Janeiro.

O movimento conta hoje com mais de 150 jovens, que reivindicam a retomada da sede das entidades estudantis, invadida por um estacionamento clandestino. Os parlamentares estarão acompanhados de uma frente jovem de deputados federais, entre eles Brizola Neto (PDT-RJ) e Reginaldo Lopes (PT-MG). O ato ainda vai contar com as presenças da presidente do Conselho Nacional de Juventude, Regina Novaes; e do Secretário Nacional de Juventude, Beto Cury.

Após conceder liminar de reintegração de posse ao dono do estacionamento clandestino na quarta-feira (07/02), o Juiz Jaime Dias Pinheiro Filho da 43ª Vara Cível do Rio, voltou atrás, suspendeu a medida e convocou para a próxima segunda-feira (13/02), às 14h, uma audiência de justificação.

Há mais de 10 anos funcionava no local um estacionamento clandestino que foi interditado pela Prefeitura do Rio há cerca de 20 dias. A UNE está de posse da Certidão de Registro de Imóveis do terreno, que garante judicialmente sua propriedade sobre o local que lhe foi doado pela União na década de 1940. A ocupação do terreno, no dia 1º de fevereiro de 2007, foi pacífica, festiva e contou com apoio dos vizinhos, que hastearam bandeiras da entidade em suas janelas.

História do Terreno

O terreno da Praia do Flamengo foi ocupado pelos estudantes num grande ato público em 1942. Na área funcionava o Clube Germânia, tradicional reduto de simpatizantes nazistas na capital fluminense. Após a entrada definitiva do Brasil na Guerra, o terreno foi doado à UNE por Vargas e a sede da Praia do Flamengo se transformou oficialmente num patrimônio dos estudantes brasileiros. Na praia do Flamengo a UNE viveu um dos seus períodos mais gloriosos, criando o Centro Popular de Cultura (CPC). Mas o tempo fechou e a UNE, que estivera ao lado de Jango na campanha pelas reformas de base, foi a primeira vítima da violência do golpe militar de 64.

No dia 1º de abril, quando os tanques mal tinham saído às ruas, o prédio da UNE foi invadido, saqueado e queimado por militantes da direita escoltados por soldados do exército. Posta na ilegalidade, com seus militantes perseguidos e torturados, a UNE cairia clandestinidade, sendo reconstruída somente a partir de 1976. Desde então, a entidade luta pelo sonho de reocupar o terreno onde foi sua sede. Tudo pareceu mais próximo, quando o então presidente Itamar devolveu a escritura do terreno a entidade. Mesmo assim, sem alvará de funcionamento e à custa de liminares absolutamente questionáveis, o estacionamento vinha conseguindo adiar por anos a fio o dia em que terá que abandonar o terreno.

Outras informações:
Assessoria de Imprensa UNE
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