Editorial: Sobre talentos e canudos
Editorial: Sobre talentos e canudos
Editorial: Sobre talentos e canudos Por Quando o debate em torno do diploma volta à baila, seus defensores na tribo comparam o jornalismo a outras categorias. A pergunta é sempre a mesma: se advogados, arquitetos e engenheiros precisam de Conselhos e canudos, por que os jornalistas podem prescindir deles? Nossa resposta é simples. O jornalismo não é uma profissão politécnica, tampouco exata. O jornalista é um profissional de prática universal, cujo oficio reúne todos os saberes sob o crivo do discurso noticioso. Faltam especialistas nas redações de hoje. E sobram Faculdades - são 472 espalhadas pelo Brasil. O projeto da FENAJ de ampliar o raio de ação do diploma de 11 para 23 categorias, entre elas comentaristas, chargistas, revisores, diagramadores e arquivistas, incentiva a indústria do diploma e invade prerrogativas de outras categorias.
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A nossa meta ao longo deste mês de julho na IMPRENSA foi produzir reportagens com fatos e sem os ranços corporativos da cobertura que pautou a opinião pública e o próprio presidente. Ao contrário da ampla maioria dos veículos, reservamos nossa opinião ao editorial. Minutos antes do fechamento da edição de agosto de IMPRENSA, o veredicto oficial do governo foi anunciado, a tempo de sair no “Jornal Nacional”: veto total e a criação de um grupo de trabalho com cinco representantes de cada uma destas entidades: FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), ANJ (Associação Nacional dos Jornais), ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) , ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e FITERT (Federação Interestadual de Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão). Esse grupo tem 90 dias para chegar a uma conclusão sobre uma nova regulamentação para a profissão de jornalismo. A FENAJ é minoria. Houve o veto, mas o projeto ainda respira. 





