Direito de resposta: Presidente da Central de Outdoor contesta reportagem de Veja
Direito de resposta: Presidente da Central de Outdoor contesta reportagem de Veja
Direito de resposta: Presidente da Central de Outdoor contesta reportagem de Veja Os embates em torno da proibição da "mídia exterior" na cidade de São Paulo não terminam. O presidente da Central de Outdoor, Raul Nogueira Filho, contestou, em nota enviada à redação da revista Veja , as informações da reportagem "Limpeza, afinal", publicada na semanal do último dia 14/01.
Na matéria, os repórteres Leoleli Camargo e Rosana Zakabi afirmam que "em benefício do bem comum, a Prefeitura de São Paulo enfrenta interesses privados e começa a combater a poluição visual". Tais informações não condizem com a verdade, segundo Nogueira. Para ele, a revista "usou de um silogismo e, sem nenhum fundamento, afirma que a vontade da prefeitura representa a da população".
Baseando-se em uma pesquisa encomendada pela Central de Outdoor ao Instituto IBOPE OPINIÃO, a nota afirma que "a cidade de São Paulo não é a favor desta ação do Executivo Municipal". Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados seriam a favor de que fosse aplicada a lei 13.525, de 2003 - que puniria com mais rigor os responsáveis por propagandas caracterizadas como poluição visual - ao invés da Lei Kassab, em vigor desde o último dia 01/01. Conhecida como "Lei do Outdoor", ela proíbe a publicidade nas ruas de São Paulo, tanto em outdoors, painéis luminosos e faixas, quanto em anúncios das laterais de edifícios. A lei estabelece multa diária de R$ 10 mil para quem desrespeitar a norma e continuar com a propaganda nas ruas.
Ainda segundo a pesquisa encomendada pela Central do Outdoor, 32% das pessoas ouvidas acreditam que a pichação é a principal responsável pela poluição visual na cidade.
A carta, datada de 18/01, afirma ainda que Veja não buscou outras partes envolvidas na questão, transformando a reportagem "em um libelo a favor da ação do Executivo Municipal, e, além de representar um desserviço à imprensa brasileira, gerou informações destorcidas pelo viés de interesses da parte ouvida...". 





