1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental: 35 jornalistas e uma pauta que não pode ficar na gaveta 

1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental: 35 jornalistas e uma pauta que não pode ficar na gaveta 

Atualizado em 03/11/2005 às 17:11, por Pedro Venceslau e  de Salvador.

1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental : 35 jornalistas e uma pauta que não pode ficar na gaveta
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Química, Petroquímica, Metalurgia de Cobre, Celulose. Estes são apenas alguns exemplos de empresas que compõem o Pólo Industrial de Camaçari, o maior complexo industrial do Hemisfério Sul. Formado por um conjunto de 60 empresas com alto potencial poluidor, o Pólo de Camaçari é alvo de vigília permanente dos ambientalistas.

Para quebrar mitos, elucidar dúvidas, fomentar o debate sobre a fiscalização da mídia em relação a estas empresas e chamar atenção das redações para o assunto, a CETREL (Empresa de Proteção Ambiental) - que é responsável pelo tratamento dos resíduos industriais da região - convidou 35 jornalistas de todo país para o seu 1º Seminário Brasileiro de Jornalismo Ambiental.

Entre os veículos representados estão O Tempo , de Minas, o JB Ecológico , do Rio, A Tribuna , de Santos, e os paulistas Gazeta Mercantil e DCI . Além, é claro, da revista IMPRENSA. "A imprensa brasileira precisa de eventos como esse, que ajudam as redações a voltar seus olhos para as questões ambientais. Geralmente, a opinião pública só fala de ecologia e meio ambiente acidentalmente. Só quando acontece um desastre", afirma o jornalista Marcos Sá Corrêa - ex-editor de grandes veículos, como Veja e Época - que abandonou a vida nas grandes redações para se dedicar exclusivamente ao meio ambiente. Em tempo: sua palestra sobre jornalismo ambiental, que acontece amanhã, é a mais aguardada do evento.