Ouvido absoluto
Ouvido absoluto
"Quem não está pronto para o rádio digital, e isso vai demandar tempo, é o mercado ouvinte"
Depois que a televisão roubou a cena e as verbas do mercado publicitário, o rádio parecia estar fadado apenas à sobrevivência. Em certa medida, as emissoras se envolveram em um discurso saudosista, ultrapassado e autopiedoso. Entre as que sobreviveram sem aporte financeiro de igrejas, de políticos e de relações financeiras mal-explicadas, as do Sistema Globo de Rádio se distinguiram. Planejamento, investimento e ousadia foram as estratégias que alavancaram seu sucesso e demonstraram que não há outra rota para manter-se competitivo no mercado. Hoje, sob o comando de Rubens Campos Filho, as emissoras das Organizações Globo detêm 20% do faturamento publicitário de toda a mídia rádio. O resultado veio após uma operação de rejuvenescimento do jornalismo, da tecnologia empregada e da atuação comercial.
A relação de Campos Filho com o rádio começou ainda na infância. Aprendeu com a avó, ouvindo o Haroldo de Andrade e a Ave Maria das seis horas da tarde e, mais tarde, as transmissões de futebol. O que ele não imaginava é que essa relação se intensificaria quase 40 anos depois, quando ele assumiu a direção do Sistema Globo de Rádio, uma rede de 12 emissoras e 56 afiliadas, somadas Rádio Globo e CBN, com uma expectativa de, ao todo, 15 milhões de ouvintes. Em entrevista ao Mapa da Mídia, ele fala sobre o mercado, o modelo comercial adotado pelo grupo, a digitalização da mídia e a relação com as novas tecnologias.
Leia entrevista completa na edição 234 de IMPRENSA






