Oscar Maroni move ação contra Band e Roberto Cabrini
Oscar Maroni move ação contra Band e Roberto Cabrini
Sob a alegação de uma edição tendenciosa de matérias exibidas nos dias 12 de junho e 31 de julho deste ano, pela Rede Bandeirantes de Televisão, o dono da casa Bahamas, Oscar Maroni, acaba de instaurar uma ação judicial contra a emissora e o jornalista Roberto Cabrini, a quem concedeu a entrevista geradora do processo.
A matéria apresentada por Cabrini se referia à casa Bahamas como uma "casa de prostituição de luxo". Segundo o que alega o advogado de Maroni, Gianpaulo Scaciota, a referência teria sido utilizada como fundamento judicial para que a casa fosse fechada, o que justifica o pedido de uma indenização no valor de R$ 394 mil por danos emergentes.
Maroni solicita ainda uma indenização por lucros cessantes, referentes ao tempo por que a casa permanecer fechada - segundo o que apurou o Portal IMPRENSA, o valor da indenização para esse dano será apurado no decorrer do processo. O empresário solicita também uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais causados pela acusação, valor que deve ser inserido no processo posteriormente.
O processo corre desde setembro e está, a partir desta terça-feira (09), nas mãos do juiz responsável para ser analisado. Scaciota explica que, caso o processo seja acolhido pelo juiz, a intimação deve chegar a Cabrini na próxima semana. Caso os valores do processo sejam considerados inviáveis - e isso ocorrerá caso Maroni precise recolher as chamadas "custas do processo", que correspondem a 1% do valor pedido nas indenizações - será preciso entrar com recurso e o processo deverá ser mais longo.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Cabrini alega que "a fita bruta mostra de maneira claríssima que ele falou exatamente estas palavras". E completa: "Ele está mentindo claramente quando questiona a declaração". As imagens e sonoras da fita bruta já foram, inclusive, levadas ao ar.
Oscar Maroni Filho responde a processo criminal por exploração de casa de prostituição, favorecimento de prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas. Para o Ministério Público, o empresário é chefe de uma organização criminosa, que afronta o Estado ao incentivar mulheres à prostituição.






