Os resmungos de uma centenária
Os resmungos de uma centenária
Atualizado em 12/01/2009 às 15:01, por
Karina Padial.
Por Nos últimos meses de seu centenário, ABI sofre com divergências internas e enfrenta a polêmica que resultou na renúncia de seu vice-presidente e do conselho consultivo da representação de São Paulo
A velha dama digna está em crise. As promessas da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) de recuperação do prestígio e força política que ressuscitaram com as comemorações do seu centenário, em 2008, começam a mostrar falta de consistência. Em dezembro último, Audálio Dantas, vice-presidente da ABI e presidente da representação paulista, renunciou ao cargo, seguido solidariamente pelo Conselho Consultivo de São Paulo.
O fato suscita novamente o debate sobre a entidade manter uma diretoria quase exclusivamente carioca, bem como ações focadas no Rio de Janeiro. É possível comprovar que durante sua história, nenhum dos 19 presidentes que passaram pelo cargo tinha atuação na imprensa de outras cidades.
A própria representação em São Paulo é algo intermitente. A nomeação de Audálio Dantas como vicepresidente, em 2005, foi fundamental para a instalação do escritório paulista, em 20 de junho de 2006, após 10 anos sem funcionamento. A reabertura permitiu, por exemplo, que nos primeiros meses mais de 100 novos membros se filiassem à entidade.
Mas a renúncia de Dantas também levanta questões sobre irregularidades no processo eleitoral e desmandos do presidente da ABI, Maurício Azêdo. Segundo Dantas, sua decisão foi baseada nessas justificativas. Na carta-renúncia, enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, Pery de Araújo Cotta, Dantas alega que "o projeto que tínhamos o propósito de realizar para fortalecer a presença da ABI em São Paulo tornou-se inviável, não só pela inoperância da máquina burocrática instalada no Rio de Janeiro, mas principalmente pela absurda concentração das decisões nas mãos do presidente da Casa e deus prepostos, alguns dos quais sequer são funcionários da entidade".
Leia matéria completa na edição 242 de IMPRENSA
A velha dama digna está em crise. As promessas da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) de recuperação do prestígio e força política que ressuscitaram com as comemorações do seu centenário, em 2008, começam a mostrar falta de consistência. Em dezembro último, Audálio Dantas, vice-presidente da ABI e presidente da representação paulista, renunciou ao cargo, seguido solidariamente pelo Conselho Consultivo de São Paulo.
O fato suscita novamente o debate sobre a entidade manter uma diretoria quase exclusivamente carioca, bem como ações focadas no Rio de Janeiro. É possível comprovar que durante sua história, nenhum dos 19 presidentes que passaram pelo cargo tinha atuação na imprensa de outras cidades.
A própria representação em São Paulo é algo intermitente. A nomeação de Audálio Dantas como vicepresidente, em 2005, foi fundamental para a instalação do escritório paulista, em 20 de junho de 2006, após 10 anos sem funcionamento. A reabertura permitiu, por exemplo, que nos primeiros meses mais de 100 novos membros se filiassem à entidade.
Mas a renúncia de Dantas também levanta questões sobre irregularidades no processo eleitoral e desmandos do presidente da ABI, Maurício Azêdo. Segundo Dantas, sua decisão foi baseada nessas justificativas. Na carta-renúncia, enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, Pery de Araújo Cotta, Dantas alega que "o projeto que tínhamos o propósito de realizar para fortalecer a presença da ABI em São Paulo tornou-se inviável, não só pela inoperância da máquina burocrática instalada no Rio de Janeiro, mas principalmente pela absurda concentração das decisões nas mãos do presidente da Casa e deus prepostos, alguns dos quais sequer são funcionários da entidade".
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