Os Reis Não Morrem

Os Reis Não Morrem

Atualizado em 29/06/2009 às 19:06, por Toninho Spessoto.

A morte precoce de Michael Jackson abre uma série de discussões que vão das origens musicais às esquisitices. Mas o mais importante de tudo, e que boa parte da mídia está deixando de lado, é o legado artístico. Michael Jackson é um dos maiores gênios da história da música pop. Cantor excepcional, dançarino de primeira, compositor dos bons, infelizmente sucumbiu a si próprio.

O começo de carreira foi tumultuado. Michael e os irmãos Jermaine, Randy, Tito e Marlon, que formavam o Jackson 5, eram literalmente massacrados por Joe, o pai, que os obrigava a ensaiar exaustivamente. Quem mais sofreu com a prática foi Michael Jackson. Por ser o mais novo, ele se viu privado da própria infância. Muitos dão esse fator como justificativa para o fato dele ter construído seu mundo infantil particular na mansão Neverland (Terra do Nunca).

Divulgação
Michael Jackson

A pele clareou? Vitiligo ou medicamentos? Incapacidade de aceitar a própria cor da pele? Sabe-se lá.

O fato é que ninguém vende 750 milhões de discos por mera sorte, sendo 109 de apenas um dos títulos, o impecável Thriller, de 1982. Enquanto trabalhava com os irmãos no Jackson 5, Michael começou a gravar discos solo ainda na Motown. Quando ele e o grupo foram para a Columbia surgiram efetivamente as primeiras mudanças musicais. O Jackson 5 passou a se chamar The Jacksons e Michael começou a trabalhar sob a produção de Quincy Jones. O resultado da parceria está nos álbuns Off The Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987) e Dangerous (1991). Todos geniais.

Com as atitudes estranhas - a obsessão por crianças, as cirurgias plásticas, as vestimentas incomuns, os processos por pedofilia - a carreira musical de Michael Jackson foi aos poucos sendo eclipsada. Era mais fácil encontrar referências a ele em veículos sensacionalistas.

Chacoalhou o filho recém-nascido na sacada de um hotel em Berlim? Pegou pesado no vício em remédios? Sabe-se lá.

Michael Jackson deixa um legado artístico insuperável. Isso é o que vale, isso é o que importa.

O Rei do Pop morreu. Vida Eterna ao Rei do Pop!