Os registros nas alturas de Elidio Ferreira e o “casamento” de Claudia Gonçalves com o surfe
3,2,1...saltando Crédito:Divulgação Aos 46 anos de idade, Elidio Miguel Ferreira Filho contabiliza 126 saltos de paraquedas nos seus 27 anos na Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro.
“Com a internet a gente aprende o que quiser. Também fiz curso de locução para rádio; comprei um livro ‘Como fazer reportagem para a TV’ e fui gostando”, conta. Desde então ele faz a cobertura cinematográfica das operações e diagrama o informativo do batalhão, dividindo seu tempo entre os saltos e a “redação”. “Faço tudo no calor da missão. Quando termina a operação o material está pronto.”
Nascido em Campina Grande (PB), Ferreira, caçula de oito filhos, foi para o Rio de Janeiro com apenas nove meses e entrou no Exército por incentivo de um primo. Recentemente ele chegou a cursar Direito, mas trancou o curso durante o treinamento para ir ao Haiti à época do terremoto de 2010.
Por insistência da mãe, no entanto, ele não participou da missão, mas também não retomou as aulas. Fã de programas como “Globo Repórter”, “Conexão Repórter”, “Profissão Repórter” e do jornalista Caco Barcellos, ele tem novos planos para quando completar 30 anos de serviço militar. “Quero fazer faculdade, talvez de jornalismo.”
Repórter das ondas
Crédito:@AnnaveronicafrO casamento perfeito. É isso o que o jornalismo e o surf representam para a paulista Claudinha Gonçalves. Desde a época da faculdade de comunicação, fazia seus malabarismos para conciliar as aulas com os campeonatos. Logo no primeiro ano do curso, ao sentir uma lacuna na mídia especializada sobre esportes radicais, criou a revista on-line Ehlas.
“Eu tive a oportunidade de trabalhar com o jornalismo e, por ser atleta, via de perto a falta de incentivo ao esporte e o espaço que era dado a esse tipo de mídia. Foi muito bom ter juntado as duas coisas. Elas se casam”, diz. A série “Batom e Parafina”, exibida pelo Multishow em 2009/2010, foi sua estreia como apresentadora. Não demorou muito para ganhar sua própria atração no canal, dentro da faixa “Se Joga!”.
Por “Sol & Sal”, do canal OFF (Globosat), a jornalista rodou o mundo em busca de lugares onde a presença de mulheres no surf é incomum. “Marrocos foi bastante incomum por ser um país de religião muçulmana. A minha equipe era 100% feminina. Surfamos de biquíni em praias isoladas”, conta. Claudinha, que surfa desde os 4 anos de idade, conta que o momento mais importante de sua carreira no esporte foi ser campeã mundial da etapa Tampax Compak Fresh Pro, do WQS (divisão de acesso à elite) na Inglaterra, em 2006. “Fui para a final com duas campeãs mundiais. Só de estar lá já significava muito para mim.”






