Os processos da escrevente judicial Eloisa Morales e a arbitragem de Chico Garcia

Perante a lei Foi por meio do jornalismo que Eloisa Morales “esbarrou” no judiciário. Repórter da Folha da Região, de Araçatuba (SP), cobria

Atualizado em 10/03/2014 às 16:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Crédito:Divulgação Eloisa Morales é escrevente no Fórum de Araçatuba Perante a lei

Foi por meio do jornalismo que Eloisa Morales “esbarrou” no judiciário. Repórter da Folha da Região, de Araçatuba (SP), cobria a seção “Fórum e Ministério Público” e pegou gosto pela área. Nesse período fez amizades com as fontes, ou seja, juízes e promotores e, em 2010, decidiu estudar para concursos.


Foi um “casamento” de 13 anos com a redação, até que foi nomeada para o cargo de escrevente judiciário. “Deixei o jornalismo por motivos pessoais. Todo mundo que atua nessa área sabe que é quase um sacerdócio. Trabalha-se em horários complicados. Minha família mora em Londrina (PR) e eram raras as vezes que eu conseguia viajar para vê-la. Além disso, também queria ter tempo para me dedicar a outros projetos como uma segunda faculdade”. Natural de Jandaia do Sul, no Paraná, Eloisa começou no jornalismo em 1997, quando estreou na afiliada do SBT em Araçatuba, a TVI, onde foi repórter, produtora e editora.
“Fui muito feliz nos primeiros anos de carreira. Quando não deu mais, procurei um trabalho que se encaixasse nas minhas necessidades”. Hoje ela atua na Vara de Execuções Criminais no Fórum de Araçatuba e sua função é dar andamento aos processos de presos da região. São diversas penitenciárias, um volume grande de ações e, aproximadamente, 30 escreventes para dar conta de tudo. “O mais legal até agora foi encontrar minhas antigas fontes nos corredores do Fórum. Alguns ficaram surpresos com a mudança, mas todos me receberam muito bem”.
Crédito:Divulgação Chico Garcia é jornalista e árbitro de futebol Na redação e no campo O jornalismo não foi a primeira opção. Antes vieram oito vestibulares para direito até Francisco [Chico] Garcia hastear a bandeira branca. “Um amigo disse que eu era comunicativo”, lembra o profissional, hoje repórter, apresentador, comentarista, coordenador de esportes da Band-RS e árbitro formado. A arbitragem, apesar de não exercida em campo, ajudou-o na redação. “Como jornalista esportivo, uso o que aprendi na hora de comentar, traduzir coisas técnicas e contar o que as pessoas não sabem como a origem do impedimento, do cartão etc.”.
O interesse por rádio nasceu pouco antes do vestibular, quando fez um curso de locução, e o coração, que já palpitava pela comunicação, se rendeu à mídia. Calouro, trabalhava de graça numa emissora local. “Dividia coletivas com grandes profissionais. Foi onde aprendi”, recorda. Apesar da paixão, ele precisou trabalhar por dois anos numa livraria para pagar a faculdade até, finalmente, voltar aos campos: primeiro na CBN, depois na Gaúcha, por fim na Band.
Mesmo mergulhado no esporte, em casa, a última que coisa que procura fazer é ver jogos ou conteúdo da área. “Fujo disso. Como sempre me interessei por assuntos de relacionamento e sexo, e fui o consultor da galera, decidi transformar isso em palavras num blog”. Com mais de 130 textos na web e outros inéditos, Chico planeja publicar um livro. É, parece que o amigo estava certo.